segunda-feira, 22 de novembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

De volta ao trabalho

Amanhã volto ao meu ritmo normal. Aproveitei que a semana passada foi curtinha e acabei emendando o feriado pra ficar atoa mesmo. Estava precisando descansar, precisando organizar e curtir minha casinha, desde que mudei não tinha feito ainda. Pela primeira vez em anos, fui a prioridade de mim mesma. Fiz meus exames (chaaaatos), mas necessários. Apesar de ter atrasado toda a minha programação, tenho a certeza que vou produzir muito mais esta semana. O que vai dar mais trabalho são os e-mails... rsss tem um montão pra responder... Que venha a segunda feira.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Workshop: Redes Sociais

Ontem foi a segunda a última parte do Workshop sobre redes sociais. Muita informação, números, dados e campanhas mundiais. A mente fica fervilhando com tantas possibilidades, ações possíveis. Uma coisa é certa, temos um longo caminho a percorrer e muito que estudar. Não basta mais ser Jornalista, Design ou o Cara de TI. E preciso ser tudo ao mesmo tempo: junto e misturado. Este é o novo profissional que o mercado pede.
A frase da semana é de Paulo Carmo: "Estabeleça relacionamentos, não campanhas"

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Pica-Pau (Woody Woodpecker, EUA/Cor/1966)


Por Ednilson Xavier

Ficha-Técnica
Título: O Pica-Pau (Woody Woodpecker, EUA/Cor/1966)
Criação: Walter Lantz
Dublagem: AIC-SP e BKS-SP
Nº de episódios: 195

O Desenho

Com a gargalhada mais original entre todos os personagens dos desenhos animados (ouça aqui), o Pica-Pau surgiu nos anos 40 como figurante de Andy Panda no episódio "Knock Knock". O roteiro foi escrito por Ben "Bugs" Hardaway que, na Warner Bros., co-dirigiu o primeiro desenho do Pernalonga. De fato, o Pica-Pau deve muito de sua personalidade ao cínico coelho da Warner. Sua gargalhada estridente, criada pelo ator Mel Blanc (e mais tarde adaptada por seus sucessores), tornou-se sua marca registrada.

Entre os anos 40 e 50, o Pica-Pau já havia se tornado um grande sucesso. No dia 3 de outubro de 1957 o personagem aparecia pela primeira vez na TV, pela NBC, num show próprio, o "The Woody Woodpecker Show", patrocinado pelos cereais Kellogg´s e produzido pela Universal Studios.

No início, Walter Lantz, seu criador, não imaginava o sucesso que faria o personagem. E foi tanto que o próprio cartunista aparecia na abertura e encerramento do show, interagindo com sua criatura, apresentando os episódios direto de seu escritório, e mostrando como os desenhos eram feitos.

O Pica-Pau tornou-se então sua principal obra, e com ele desenvolveram-se outros personagens que contracenavam com o pássaro: Zeca Urubu, Zé Jacaré, Leôncio (o leão-marinho), entre outros. Também com o Pica Pau, outros personagens estrelaram seus próprios episódios (além do Andy Panda), como Picolino e a Família Urso. Com o passar do tempo, o Pica-Pau mudou de aparência algumas vezes, devido aos vários desenhistas que ajudaram a dar características ao personagem. » Clique aqui para ver sua evolução.

Existe uma lenda sobre a criação do Pica-Pau. Walter Lantz diz que estava em lua-de-mel com sua mulher em Sherwood Lake, California, e a paz do casal era sempre interrompida por um barulhento pica-pau no telhado de seu quarto. O pássaro era tão irritante que Lantz voltou aos estúdios e desenhou um novo personagem inspirado nesse pica-pau. Mas essa é uma lenda, pois a cada vez que Lantz contava essa história, somava mais detalhes. De qualquer maneira, o Pica-Pau foi criado em 1940, e Lantz casou-se em 1941, quase um ano depois!

O personagem alado recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Desenho Animado: "The Dizzy Acrobat", de 1943, e "Musical Moments From Chopin", de 1947. E uma indicação para melhor canção, do episódio "Wet Blanket Policy", de 1948. O último episódio foi "Indian Corn" de 1972, num total de aproximadamente 200 episódios. O Pica-Pau também apareceu no filme "Uma Cilada para Roger Rabbit", em 1988, juntamente com outros ícones dos desenhos animados. E em 1999, o canal Fox Kids apresentou ao público "New Woody Woodpecker", o novo Pica-Pau. Tempos depois, o SBT passou a exibi-lo.

O Pica-Pau foi o mais audacioso e politicamente incorreto personagem de toda história. Numa época em que os desenhos tentavam passar uma mensagem positiva ou educativa, o pássaro quebrou todos os tabus. Os episódios são recheados com alusões ao tabagismo, alcoolismo e sexo. Enquanto outros personagens tentam fazer a coisa certa, o Pica-Pau engana, mente, tripudia, rouba, seduz garotas. Em muitos episódios, procura por comida, mas não importa os meios para isso. Quando quer alguma coisa, nada pode detê-lo. Não tem o menor pudor ou ética, é quase amoral.

O desenho teve problemas com a censura e a imprensa por causa da violência. Sempre envolvido em disputas de prêmios em dinheiro ou mulher, em lutas pela defesa ou recuperação de bens pessoais e caracterizado pela ausência de ambiência social. Em vários episódios, o Pica-Pau aventurava-se pelo mundo - ele não possuía um lar.

Mas talvez por causa de seu comportamento e personalidade, o Pica-Pau nem sempre tinha finais felizes em seus episódios. Em vários deles, nosso herói terminava com um galo na cabeça ecoando sua gargalhada característica num tom melancólico. Isso acontecia principalmente nos primeiros episódios, onde bagunçava tudo e perdia o controle da situação. Por isso recebeu o apelido de "Pica-Pau Maluco". Nos últimos desenhos, o Pica-Pau já estava com sua personalidade original bastante alterada. Mais civilizado, ele tinha agora dois sobrinhos para dar o exemplo.

No Brasil, o personagem já tinha uma legião de fãs quando no final dos anos 70 o apresentador Silvio Santos apostou todas as suas fichas no desenho como uma das atrações de seu dominical infantil "Domingo no Parque". Para apresentar os episódios, as crianças que melhor imitassem a gargalhada do pássaro, ganhavam brinquedos.

O Pica-Pau é sem dúvida um dos maiores clássicos da animação, e talvez tenha sido entre os personagens infantis de nossa televisão, aquele que mais cativou as crianças. Não só pelo seu espírito aventureiro, brincalhão e bagunceiro, mas sobretudo pelo seu carisma, fazendo com que as crianças se identificassem com ele, despertando paixões e, acima de tudo, gerando boas gargalhadas.

Personagens



Pica-Pau           Zeca Urubu     Jacaré

Toquinho e Lasquita   Dooley        Leôncio

Meany Ranheta     Andy Panda Inspetor Willoughby


A Dublagem
A dublagem dos episódios mais antigos de O Pica-Pau, foi realizada pela Arte Industrial Cinematográfica - SP, a AIC-SP. O Pica-Pau teve mais de um dublador, e todos com extrema competência. Infelizmente, ainda não temos dados de quem fez as vozes do personagem nestes episódios. Os personagens que contracenavam com Pica-Pau, foram dublados por:
Borges de Barros - Vozes secundárias e por algumas vezes, Zeca Urubu;
Eleu Salvador - Vozes secundárias como a dos cientistas com sotaque alemão;
Márcia Gomes - Voz de Andy Panda;
Olney Cazarré - Vozes secundárias e o próprio Pica-Pau, em algumas ocasiões;


Ednilson Xavier é colaborador do RetrôTV e
responsável pelo site www.teledramaturgia.com.br.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pica-pau A Origem

Sabe por que o desenho Pica Pau sempre foi mostrado como um “carinha” chato, teimoso, desobediente e insistente?

É que o criador do personagem, o americano Walter Lantz, estava passado férias na praia, quando um Pica Pau irritante passou a noite inteira bicando o telhado do chalé que ele havia alugado, não o deixando dormir.

E ocorreu pior: quando o pássaro foi embora, começou a chover e ele descobriu que o pica pau havia feito várias goteiras no chalé.

Este foi o impulso que Walter teve para criar o Pica Pau.

Isto ocorreu em 1940, época em que Walter já era famoso pelos desenhos do pinguim Chilly Willy e do ursinho Panda.

Walter Lanz resolveu mostrar o Pica Pau para seu chefe na Universal Studios, mas seu superior não gostou do personagem.

Após algum tempo de insistência Pica Pau conseguiu ser inserido como coadjuvante no episódio “O Pica Pau ataca novamente” do desenho de Andy Panda, e após muito sucesso conseguiu seu próprio desenho animado.

Nos anos de 1960 o Pica Pau ganhou seu próprio programa de tv, o Show do Pica Pau, que durou 32 anos e teve 198 episódios.

Em 99 a Universal Studios lançou uma nova série de desenhos animados do Pica Pau, chamado Novo Show do Pica Pau, trazendo novos personagens para o desenho.


Por: Erivan Oliveira

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A lei aplicada

Depois de 2 meses de campanha eleitoral a Justiça Eleitoral e a AMT alardeiam que irão punir os execessos em relação aos adesivo aplicado em carros (envelopamentos). Eu só não entendo porque demorou tanto tempo assim para fazer valer as regras.

Para prestar serviços a um candidato, lembro-me de estudar tudo o que era permitido ou não para este pleito e os 4 metros quadradros estavam lá, será que os candidatos e suas coordenações desconheciam as regras ou apenas a ignoraram?

Mas o fato é, que depois de um fim de semana inteiro ouvindo esta ladainha, hoje pela manhã era visível a mudança. Foi possível perceber que a maioria dos cabos eleitorais usou o tempo livre para fugir das multas. Pelo meu percurso matinal de 5 km constatei vários carros adesivados, em muitos era possível perceber a adequação e apenas 2 estavam fora dos padrões. Isso é um bom sinal, basta apertar um pouquinho que a coisa acontece.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Facebook é uma terapia

Por que falar sobre a vida pessoal nas redes sociais pode fazer bem

CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo. cristianes@edglobo.com.br


Algumas coisas me espantam no Facebook. Uma delas é a forma como as pessoas expõem sua intimidade. Você subiria num caixote na Avenida Paulista, ligaria um megafone e berraria seus sentimentos a quem quisesse ouvir? Coisas do tipo: “Ei, todo mundo aí. Saibam que me separei daquele mequetrefe. Espiem minhas fotos. Estou linda, feliz e muito bem acompanhada. E você, mequetrefe, principalmente você, saiba disso”.

Seria bizarro. No Facebook, porém, as pessoas fazem isso o tempo todo. Outro dia um rapaz postou as fotos da cerimônia de seu segundo casamento. Fiquei constrangida só de imaginar o que a ex-mulher dele (que faz parte da mesma rede de amigos) sentiria ao ver aquilo. Até onde sei, eles tiveram uma separação conturbada. O que essa moça sentiu ao abrir o Facebook no trabalho e dar de cara com as fotos da filha dela, vestida de dama de honra, ao lado da noiva? E o que ela teria sentido ao ler os tantos comentários dos muy amigos?

Antigamente era possível escapar dessas saias-justas. Bastava o rapaz não convidar a ex para o casamento. E a ex não fazer perguntas aos conhecidos, não esticar o assunto. Hoje é impossível. Em tempos de exposição total, as regras da discrição e da boa educação andam meio esquecidas.

Um ou dois dias depois veio o revide. Todos nós (e principalmente o ex) vimos como a moça parece feliz com o novo companheiro. Lá estava ela, namorando na praia, ao lado da mesma filhinha.

O Facebook nos obriga a ver tudo (mesmo que não estejamos preparados para isso) e a fingir que aceitamos tudo. Não consigo lidar bem com tanta exposição. Estou no Facebook, mas sou uma usuária tímida. Fico espantada com a forma como as pessoas revelam tanto de si. Contam tudo a pessoas que sequer viram pessoalmente alguma vez.

Caem na armadilha de imaginar que estão entre amigos. Parecem esquecer que a maioria das redes é formada por amigos dos amigos dos amigos. Faça um teste: para quantos daqueles 300 amigos você poderia ligar se estivesse em apuros? Quantos iriam encontrá-lo na Marginal Tietê em noite de chuva para ajudar a trocar um pneu?

Estou convencida de que o Facebook nos obriga a um tipo de exposição que pode fazer mal. Mas essa mesma exposição também pode nos fazer bem. Revelar inseguranças, medos, dividir momentos difíceis com pessoas conhecidas ou desconhecidas pode ajudar a aliviar o peso dos nossos problemas. Não sou a única a enxergar um caráter terapêutico no Facebook, no Twitter, no Orkut, nos blogs.

Conversei sobre isso com a psicanalista Maria Teresa Lago. Ela mantém um consultório no Rio e tem grande experiência no acompanhamento de doentes crônicos, principalmente portadores do vírus HIV e pessoas que lutam contra o câncer. Maria Teresa estimula os pacientes a participar das redes sociais quando percebe que elas podem ser benéficas. “Somos ilhas, mas as novas tecnologias criam pontes entre essas ilhas”, diz Maria Teresa. “As redes sociais provocam retomadas de relações do passado e criam novas relações.”

Escrever ajuda o sofredor a expurgar sua dor. Foi por isso que Maria Teresa sugeriu, em 2007, que uma de suas pacientes escrevesse um livro. Era a jornalista Eliane Furtado, que fez carreira na TV Globo e na TV Manchete até os anos 90. Há três anos, ela recebeu o diagnóstico de câncer colorretal, com metástases no fígado. Eliane aceitou o conselho e lançou dois livros. Um deles se chama Câncer: Sentença ou renovação? (Hama Editora). Como a experiência deu muito certo, Maria Teresa sugeriu que ela lançasse também um blog.

Nesta semana, o Blog da Eliane comemorou dois anos. Como a autora o define, o blog é “um espaço para cumplicidade, vida e amizade. A superação diante do inesperado mostra que sempre temos escolha...” Nesse período, Eliane fez duas mil postagens. E os leitores, outras dez mil.

Eliane lê as mensagens e posta novos textos todos os dias. Diz que o blog é um apoio muito importante. “Quando conto que não estou bem, as pessoas postam 80 mensagens”, diz. “Minha torcida é maior que a do Corinthians e a do Flamengo juntas.”

Além do blog, Eliane mantém contato direto com seus leitores pelo Facebook. Transmite bom humor e alegria. E emociona. “Acho que as pessoas precisam de alguns heróis anônimos. Elas se emocionam com a batalha de quem tem câncer e gostam de expressar esse sentimento”. Eliane percebe que, nessa troca, é a maior beneficiada. “Todos nós gostamos de mimos. É muito bom saber que as pessoas rezam por mim e me dão tanto carinho”, diz.

O senso comum nos ensina que dividir nossos problemas com os outros só pode fazer bem. Os psicólogos têm razões mais científicas para recomendar essa prática. Há alguns meses conversei sobre isso com o psicólogo Julio Peres. Ele fez pós-doutorado no Centro de Espiritualidade e Mente da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Lançou no ano passado o livro Trauma e Superação: O que a psicologia, a neurociência e a espiritualidade ensinam (Editora Roca).

Peres explica que, quando uma pessoa sofre um trauma, ela se sente covarde em relação ao evento que o produziu. Quem sofre um grave acidente de trânsito, resiste a entrar em um carro novamente. Quem é traído pelo melhor amigo resiste a criar laços duradouros. “Quem passa pela dor, costuma ficar em silêncio”, diz Peres. “E o silêncio potencializa o trauma”.

Expressar o sentimento é fundamental para a superação. Falar, contar e recontar a história ajuda o sofredor a amenizar a ansiedade e substitui-la por coragem. Quando a pessoa conta a história pela primeira vez, a narrativa é toda carregada das sensações pesadas que ela sofreu. Conforme conta e reconta, a carga emocional vai sendo amenizada.

“Devemos contar a história tão bem quanto possível”, afirma Peres. “É muito importante contá-la a quem possa ouvir sem fazer julgamentos”, afirma. Se a pessoa não tiver acesso a um psicoterapeuta, deve contar a história a um familiar, a um amigo, a um líder religioso.

O Facebook, o Twitter, os blogs podem ajudar nesse processo. São ferramentas de comunicação instantânea. Aquele sentimento que mexe com você (e que você mal teve tempo de tentar digeri-lo e entendê-lo) pode ser expresso e dividido com o mundo. E esse sentimento vai tocar os leitores, gerar novos sentimentos e produzir uma cascata de respostas (muitas vezes inesperadas).

Por um lado, isso é bom. Por outro, é ruim. Nas redes sociais nossos lamentos não são ouvidos por orelhas desprovidas de julgamento. Os leitores reagem a nossas mensagens de acordo com suas crenças e preconceitos. Quem se expõe na internet, portanto, precisa estar preparado para ouvir de tudo. Isso nem sempre faz bem.

“Quem sofre quer falar e ser entendido. Um amigo que apenas escuta ajuda mais do que quem dá muitos palpites e contribui para aumentar a culpa ou a angústia”, diz Maria Teresa.

Não acredito que as redes sociais possam ocupar o lugar da psicoterapia. Nada substitui a oportunidade de se abrir com um profissional que foi treinado para ouvir sem fazer julgamentos. E que é capaz de ajudar o sofredor a perceber que ele dispõe de recursos internos que podem levá-lo à superação. Mas se a pessoa não tem acesso a um tratamento desse tipo, acho que as redes sociais têm uma contribuição a dar - apesar de todas as ressalvas feitas nos parágrafos anteriores.

Falar é melhor que guardar. E o Facebook pode nos ajudar nisso. Cada pessoa enfrenta um câncer de uma forma muito particular. Não há regras, conselhos que sirvam para todos. Ao conviver com a perspectiva da morte, porém, muitos doentes crônicos parecem se liberar de exigências sociais que simplesmente deixam de fazer sentido.

Muitos perdem a vergonha de se emocionar publicamente. À medida que se relacionam com a ideia da morte se tornam mais gente. Adquirem vários direitos. Inclusive o de ser piegas. Não foi por acaso que a jornalista Eliane Furtado fez das músicas do cantor Barry Manilow a trilha sonora de sua batalha e de sua renovação. “Ele é brega, é um Wando americano, mas eu adoro”, diz.

A vida e as peças que ela prega... Eliane nunca foi fã de Barry Manilow. Em dezembro de 2006 estava em Las Vegas com o marido e, pelo sim, pelo não, resolveram conferir um show do cantor. Adoraram. Foi um momento de grande felicidade. No mês seguinte, Eliane descobriu o câncer. Durante toda a batalha, ouviu Barry Manilow. Nas sessões de quimioterapia, cumpria sempre o mesmo ritual: o cateter na veia e Barry Manilow no Ipod.

Se esse tipo de música nunca fez a cabeça de Eliane, por que Barry se transformou num apoio num momento de fragilidade? A psicanalista Maria Teresa tem uma interpretação. “Eliane se apegou a algo que era anterior à doença. Barry Manilow a remete a um tempo em que a vida andava de vento em popa. Ele nem sabe, mas serviu como um objeto transacional. Barry a ajudou a sair de uma situação adversa e a encontrar aconchego”, diz Maria Teresa.

Nos últimos três anos, Eliane voltou aos Estados Unidos para assistir a outros shows do cantor. “Meus amigos intelectuais dizem que suportam ouvir tudo de mim, menos Barry Manilow”, diz. Ela não se importa. Diz que precisamos de ilusões, de sonhos, de coisas que nos mantenham vivos. Alguém discorda?

“No próximo show, vou levantar um cartaz pedindo que ele dance comigo”, diz. “Não tenho mais nenhuma satisfação a dar. Só tenho que viver.”

fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI140154-15230,00-O+FACEBOOK+E+UMA+TERAPIA.html

terça-feira, 4 de maio de 2010

Redes Sociais

É, eu gostava mais quando tinha meus amigos próximo o suficiente para sentir o perfume de cada um. Hoje tenho todos em várias redes, mas na verdade não tenho nenhum!
Estamos fazendo o caminho inverso dos homens das cavernas. Estamos nos isolando.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O que te dá prazer?

De um tempo pra cá, tenho ouvido muito esta pergunta e não sei como responder. Você que está lendo este post agora me responda sinceramente, sem piadinhas, o que te dá prazer de fazer?

quinta-feira, 25 de março de 2010

O mundo de Anita

Hoje foi um início de dia difícil para Anita. Em sua cama, relutava com o amanhecer e a luz do novo dia que insistia em passar pelas ínfimas frestas da cortina, e ela pensou:
- Ainda troco esta cortina, coloco uma tres vezes maior e preta, totalmente preta. Não... melhor ainda, tampo esta janela e destruo o mundo lá fora.

É! mas o relógio carrasco com seus ponteiros inquietos jogaram Anita em sua rotina. Se arrastando pelos cômodos pos-se a organizar sua tumultuada e confusa ladainha: Coloca o gato pra fora. Recolhe as roupas. Põe a mesa. Tira a mesa. Higiene pessoal. Pinta um personagem na cara. As chaves, sempre elas... somem quando mais precisamos delas. Correria pois já está atrasada. Entra no carro. Arranca em busca dos minutos perdidos. Pára! Semáforo fechado e uma fila de carros na sua frente. Fazer o quê?

Aos poucos vai entrando no rítmo da cidade, sempre com um olho na direção e outro no relógio. Que vidinha sem graça. Fazer tudo como ontem, depois voltar pra casa, deitar dormir para acordar amanhã e começar tudo de novo.

É mas hoje é um dia um pouco diferente para Anita! Ela está mais melâncólica e se perde em seus pensamentos como se falasse ao analista:
"- Assim, hoje me encontro numa tristeza profunda, tão grande que corta a carne tão profunda que me rasga a alma. Não me perguntem porque, nem como, nem quando. Eu não sei explicar só sei que este fantasma não vai embora. Talvez quando for me leve com ele. Acho que se eu for, levarei comigo a maior parte da tristeza do mundo. É, isso dará excesso de bagagem. Mas quem se importa... Só não posso acreditar que esta tristeza toda é minha. É muito grande pra uma pessoa só. Não sei onde e nem como buscar o alívio. Sabe, alguns me pedem serenidade e paciência, mas isso é tudo que eu não tenho. Aliás eu não tenho muita coisa..."

O Sinal abriu a fila andou, é hora de limpar as lágrimas que borrou toda maquiagem e acelerar.

Anita segue e ao longo do dia procura tempo para ter pena de si mesma e quando consegue, chora. Talvez este seja o melhor remédio para quem corre o risco de tomar a decisão errada e descer deste mundo no ponto errado.

Procurando e perdendo

Procuro um amigo,
qualquer um...
que não me cobre nada
e apenas entenda a minha loucura,
ou falta dela.
Que compreenda minha faltas
quando me falta o chão.

Estou perdendo amigos,
aqueles que nunca foram meus.
Não os vejo nesta névoa turva,
talvez eles tenham encontrado
a luz no fim do túnel.
Menos eu.

terça-feira, 16 de março de 2010

Hoje me sinto assim...

Chove lá fora
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...

Aonde está você?
Me telefona
Me Chama!

Nem sempre se vê
Lágrima no escuro
Lágrima!...

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica
Sem porque...

Nem sempre se vê!
Mágica no absurdo
Mágica!...

Lágrimas
[lobão]

terça-feira, 9 de março de 2010

Jogando tudo pra o alto!

Hoje não sei por qual motivo, veio em minha mente alguns flashes de minha infância. Lembro de meu irmão jogando centenas, milhares de bolinhas de gude pra o alto, ao redor vários meninos pegando o tanto que davam conta, alguns saiam com latinhas, camisetas, sacos plásticos cheios... Eu assistia aquilo e ficava indignada, pensando: “- Quando eu vou mexer nestes baldes cheios de bolinhas ele sempre briga comigo e agora distribui pra quem quiser. Eu não quero!” Isso era cisma de criança. Logo ele me explicava o motivo e estávamos as boas novamente e íamos brincar de outra coisa.

Querem saber o motivo? É muito simples: ele não podia ir muito longe para jogar com outros meninos, nossos limites eram os muros do quintal de nossa casa. Minha mãe nunca permitiu que brincássemos na rua, as raras exceções era o dia de fazer “aleluia com as bolinhas”, ou seja, ele as distribuíam para que a brincadeira continuasse, em poucas semanas ele ganhava tudo de volta e o pior era em seus domínios, sempre a sombra da mangueira. Aí quando todos não tinham mais nada pra brincar ele fazia a festa jogando as bolinhas para o alto tudo novamente.

Desde crianças fomos criados para não viver de aparência. Deveríamos ser sinceros em primeiro lugar com a gente mesmo. Ou seja busca a felicidade onde ela estiver. Se a felicidade está em fazer o que gosta, faça. Se a felicidade é estar ao lado de quem se gosta fique. Se tentou uma coisa e não foi como tinha pensado, tente novamente. Só não viva na ilusão e não se engane. Não minta pra você.

Você pode estar em dúvida e se perguntando: o que as bolinhas de gude tem a ver com isso? É muito simples. Não tenha medo de jogar tudo para o alto e começar o jogo novamente. Escrevendo este texto me lembrei que fiz isso pelo menos umas oito vezes e foram decisões que mudaram o curso de minha vida. Quer saber se eu me arrependi alguma vez? Claro que sim. Sou humana. Mas não me arrependi em outras. Os acertos foram maiores. O melhor é que continuo tentando... quem sabe de hoje pra amanhã faço isso de novo. Au revoir!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Amigo verdadeiro

Se eu morrer antes de você, faça-me um favor;
Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por ele ter me levado...
Se não quiser chorar, não chore....
Se não conseguir chorar, não se preocupe...
Se tiver vontade de rir, ria...
Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito...
Ouça e acrescente sua versão....
Se me elogiarem demais, corrija o exagero...
Se me criticarem, defenda-me.....
Se me quiserem fazer um santo só porque morri...
Mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser um santo que me pintam...
Se tiver vontade de escrever algo sobre mim, diga apenas uma frase:
Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus....
Ai então derrame uma lágrima.....
Eu não estarei por perto para enxugá-la, mas não faz mal....
Outros amigos farão isso no meu lugar...
E vendo-me bem substituído, irei cuidar da minha nova tarefa no céu....
Mas de vez em quando dê uma olhadinha na direção de Deus....
Você não me verá, mas ficaria muito feliz vendo você olhando para ele....
E, quando chegar sua vez de ir para perto do Pai, ai nenhum véu vai separar a gente, vamos viver para ele....
Você acredita nessas coisas!
Então ore para que possamos viver como quem sabe que vai morrer um dia...
E que possamos morrer como quem soube viver direito.....
A amizade só faz sentido se traz o céu para perto da gente e se inaugura aqui mesmo seu começo.......
Mas se eu morrer antes de você.......
Acho que não vou estranhar o céu....
Ser seu amigo já é um pedacinho dele....
Adoro você...
[Autor desconhecido]
mas faço destas minhas palavras.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Para quem é amigo e para que ainda não o é....

Ontem eu busquei algo sobre amigos. Algo aconteceu que me deixou incomodada, então fui procurar sobre "perdendo a chance de fazer novos amigos", não encontrei nada nessa linha. Então resolvi escrever sobre o tema, mas acho que estava um pouco magoada para fazer isso... Não iria ficar legal, resolvi deixar para outro momento.
Continuei procurando sobre amizade e encontrei algumas coisa interessantes. Abaixo um texto de Martha Medeiros que gostei muito:

------------------------------

Para meus amigos que estão... SOLTEIROS
O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher .

Para meus amigos... NÃO SOLTEIROS
Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Para meus amigos que gostam de... PAQUERAR
Nunca diga "te amo" se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo derramar em lágrimas por causa de ti.

A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR VOCÊ, QUANDO VOCÊ NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.

Para meus amigos... CASADOS.
O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "me perdoe". Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar. Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.

Para meus amigos que têm um CORAÇÃO PARTIDO
Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir. Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre. Permita-se rir e conhecer outros corações. Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar os outros, aprenda a viver sua própria vida.

A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL! E LEMBRE-SE: É MELHOR VER ALGUÉM QUE VOCÊ AMA FELIZ COM OUTRA PESSOA, DO QUE VÊ-LA INFELIZ AO SEU LADO.

Para meus amigos que são... INOCENTES.
Ela(e) se apaixonou por ti, e você não teve culpa, é verdade. Mas pense que poderia ter acontecido com você. Seja sincero, mas não seja duro; não alimente esperanças, mas não seja crítico; você não precisa ser namorado(a), mas pode descobrir que ela(e) é uma ótima pessoa e pode vir a se tornar uma(um) grande amiga(o).

Para meus amigos que tem MEDO DE TERMINAR.
As vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você. Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade? Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente. Não engane tal pessoa, não seja grosso(a) e rude esperando que ela(e) adivinhe o que você quer. Não a (o) force terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é respeitando.

Pra terminar ...

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.... Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom... Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...

Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito... O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras... Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

domingo, 31 de janeiro de 2010

O terceiro elemento do casamento

Antes de qualquer coisa, quero deixar bem claro que meu casamento é muito bom, que estou feliz com ele e que não estou passando qualquer crise. Estas idéias surgiram num momento muito particular, digo íntimo, de profunda meditação e limitação de não ter muita alternativa do que fazer. rss. Se é que alguém me entende...

Quando resolvemos nos casar a felicidade é tanta, que não nos atentamos para alguns detalhes. Por exemplo, este é um dos raros momentos da vida que assinamos algo sem ler. Já pensaram nisso? Se alguém já passou pela tão aliviada e não menos feliz cerimônia de separação, sim, porque esta sensação supera e muito a felicidade do casamento e nem por isso assinamos o divórcio sem ler. Muito pelo contrário, lemos mais de uma vez até... Inclusive aquelas letrinhas quase ilegíveis. Acho que é pra ter certeza que não estamos sonhando.

Depois de passado o susto, encaramos novamente o casamento e mais uma vez assinamos o papel sem ler. Até hoje eu não sei o que estava escrito lá. Alguém sabe?

Vocês podem pensar: o que o terceiro elemento tem a ver com isso? Pois bem. Primeiro vamos entender quem é o terceiro elemento. Errou quem pensou no Big Richard. Esta pessoa tem na maioria das vezes nomes simples, ou nem tanto... Silvaneide, Marcilene, Cristianeide... e assim vai... Isso mesmo. Todo casamento deveria ser entre 3 pessoas, 2 para viver a parte romântica da parada e 1 para organizar o meio de campo. Cheguei a esta conclusão depois de fugir dentro do meu apartamento das tarefas domésticas.

Já mudei de lugar pelo menos umas 5 vezes, fugindo da montanha de roupa suja no cesto... Mudei de lado no sofá e a pia insiste em aparecer no cenário onde grita: "- Venha lavar o que sujou... " E eu respondo:" - Jamais." Isso é uma heresia com o trabalho da Rosângela. Uma falta de respeito! (Você não está louco, Rosângela é a manicure) Pense... se vou estragar uma obra de arte destas. Mudei de lugar mais uma vez, agora na cadeira da sala: visão do caos. Acho que é melhor fechar os olhos e sonhar: como num musical da Sessão da Tarde, ao som de Chico Buarque .... não hoje não, quero retocar... imagino o balé da louça passando por todas as etapas e repousando, linda e sorrateira dentro do armário. Ou a ginástica ritmica da roupa suja que em saltos pula na máquina, a qual chamo carinhosamente de Jacira, lá dentro num nado sinconizado faz piruetas frenéticas e ao fim, le grand finale: num salto duplo twist carpado aterrisa no varal. Limpa e cheirosa. E neste baile todo o resto caminha para o seu lugar.

É só que, de volta ao mundo real, tudo do mesmo jeito. Ou seja, o jeito é esperar ansiosamente pela segunda-feira a espera do terceiro elemento, que fará a mágica acontecer. Não vai ficar exatamente como eu quero, mas quem importa? Não posso é correr o risco de passar mais uma vez por esta separação. Pois no lugar da pensão, vem acerto trabalhista, multa, FGTS e muita dor de cabeça para encontrar outro Terceiro Elemento. Essa é a pior parte!

[Tânia Rezende]

Frase Feita

"Não deixe que o medo do futuro e a alegria do passado estrague o seu dia de hoje... pois a vida não vale um momento... mas um momento vale uma vida."
[autor desconhecido]

Construindo minha história

Sabe, tenho escrito muito nos últimos dias. Não tenho postado por falta de tempo para transcrever os textos, mas qualquer dia posto. Assim como qualquer dia consigo terminar de diagramar meu livro de contos e poesias. Uma hora destas eu termino.
Mas hoje em especial, quero comentar um texto que recebi de meu irmão, o Gleib. Ele me mandou uma daquelas correntes... Como eu não gosto disso, na maioria das vezes elas ficam depositadas nos arquivos de meu Outlook. Porém esta foi diferente. Ela cita atitudes que adotei para minha vida há mais de 1 anos, o que fez com que eu mudasse minha rotina e a forma de encarara a vida. Vou dividi-lá com vocês neste espaço, só para compartilhar fragmentos que eu gostaria de ter escrito. Cortei aquela babozeira de que se você tem que enviar para não quantas pessoas senão a sua vida se destruirá em alguns segundos. rss Menos né gente... Bem menos!


Um certo dia, um amigo meu abriu a gaveta da mesa de cabeceira da sua esposa e apanhou um pacote embrulhado em papel de arroz.

“- Este - disse o meu amigo - não é um pacote qualquer, é uma peça íntima, uma lingerie finíssima”. Abriu o pacote, jogou fora o papel, pegou na peça, e acariciou a seda macia e a renda.
“- Ela comprou esta lingerie a primeira vez que estivemos em New Yorque..., uns 8 ou 9 anos atrás. Nunca a usou. Estava esperando o momento certo, a ocasião especial para poder usá-la. Bom, acho que a hora chegou.” Aproximou-se da cama e colocou a lingerie perto de outros objetos que levaria para o cemitério. A sua esposa havia morrido de repente.

O meu amigo olhou para mim e disse:

Nunca guardes nada à espera de uma ocasião especial, cada dia que vivemos, é uma ocasião especial”.

Ainda estou pensando nas palavras que ele me disse e como mudaram a minha vida.
Agora leio mais, e dedico menos tempo à limpeza da casa. Sento-me na varanda e admiro a paisagem, sem reparar se o jardim tem ou não ervas daninhas.

Passo mais tempo em companhia da minha família e dos meus amigos, e bem menos tempo trabalhando para os outros.
Dei-me conta que a vida é um conjunto de experiências para serem apreciadas e não sobrevividas. Agora já não guardo quase nada. Uso os copos de cristal todos os dias. Visto roupas novas para ir fazer compras no supermercado, se estiver com vontade de vesti-las. Não guardo o melhor frasco de perfume para as festas especiais, mas uso quando quero sentir a sua fragrância. As frases “um dia...” e “um dia destes...”, estão desaparecendo do meu vocabulário, se vale a pena ver e ouvir é agora.

Não sei o que a esposa do meu amigo teria feito, se soubesse que não haveria amanhã, o mesmo “amanhã” que todos nós levamos tão pouco a sério. Se ela soubesse, talvez poderia ter falado com todos os seus familiares e amigos mais próximos. Ou, talvez, poderia ter chamado os velhos amigos para se desculpar, para fazer as pazes pelos mal entendidos do passado. Gosto de pensar que, ela poderia ter ido degustar o seu prato preferido naquele restaurante chinês que tanto gostava.

São estas pequenas coisas da vida não cumpridas que me chateariam se soubesse que tenho as horas contadas.
Chatear-me-ia pensar que deixei de abraçar bons amigos que “um dia destes” reencontraria-os. Chatear-me-ia pensar que não escrevi as cartas que queria porque a intenção de escrevê-las era “um dias destes...”, Chatear-me-ia, e deixar-me-ia ainda mais triste, saber que deixei de dizer aos meus filhos e irmãos, com suficiente frequência, o quanto os amo.

Agora procuro não retardar, esquecer, ou conservar, algo mais que poderia acrescentar sorrisos de felicidade e alegria à minha vida. Cada dia que passa, digo para mim mesmo, que este é um dia muito especial. Cada dia, cada hora, cada minuto que passa... é especial.

[autor desconhecido]

[TR] O autor pode ser desconhecido, mas esta é uma situação será conhecida uma dia, já que estamos sujeitos, algumas vezes em nossa curta passagem por aqui, a nos deparar com a partida de pessoas que amamos, admiramos ou apenas respeitamos. Tento me doar mais e ter menos. Pois este é o sinônimo de felicidade pra mim. Quando estiver só admirando nuvens, cada uma que brincar comigo, trará lembranças valiosíssimas que não trocaria nem por todo dinheiro do mundo! Acumular somente experiências.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

TGC ZYRO


Meus trabalhos algumas vezes surgem de formas inusitadas. Mas depois de acompanhar uma marca e/ou empresa por mais de 10 anos como é o caso da Tron Informática, 19 anos como a Íntima Lingerie, 5 anos acompanhando a Polipeças, criar logomarcas para estas empresas ou produtos destas empresas é meio que esculpir um filho. Dar forma aos anseios das pessoas que trabalharam para criar o produto, é como dar um corpo para uma criatura que já tem alma.

Na semana passada, fui surpreendida por uma destas solicitações. Com uma pequena diferença, eu tinha que "parir" uma logo em poucas horas. Aqui, valeu a sintonia criada durante os 10 anos em que contruimos juntos, eu , Reilly e Paulo de Tarso a identidade visual, o posicionamento e fortalecimento marca da Tron. Agora eu tinha um fato novo: uma nova equipe para apresentar e fazer conquistar com esta nova idéia. Este foi o primeiro trabalho com o Gelson e a Carolina. Um novo desafio que a muito tempo não me deparava.

Pode parecer engraçado, mas para um Diretor de Arte, isso mesmo! Sou da velha guarda! Nada de Designer Gráfico, sou Diretora de Arte, formada ao longo 25 anos por excelentes professores e ainda Diretores de Arte de Agências de Publicidade. Ah... o saudoso Galo, Tio Laércio, Alberto e Wil - quanta saudade... ainda sou a caçula desta turma. rsss Pelo menos desta turma.

Deixemos a saudade de lado e voltemos ao desafio: Nova equipe de aprovação, pouco tempo, pouca informação... Nessa hora é apelar para o silêncio acompanhado do bom e velho lápis 6B e um papel em branco. Vamos ao "raf" ou "croqui" como preferirem. Papel branco e nada, apenas linhas soltas... É hora de apelar para a boa e nem tão velha Internet: conceitos. Algumas palavras, silêncio, traços... eis as primeiras idéias. Salvaram 6 idéias! É jogar para a tela e correr para apresentação.

Este é o momento que mais amo ou detesto. É simples isso! As pessoas falam com os olhos, com a musculatura da face. Fazendo esta leitura fica mais fácil saber se você agradou ou não. Pensem que já tive alguns clientes que eram estátuas.

No caso do TGC Zyro (zero | início de tudo + Y | geração Y), uma evolução/criação de logo para uma suite de aplicativos da Tron Informática, foi um destes trabalhos divertidos. Eu não tinha tempo e nem muitas alternativas. Eis que surgiu e numa divertida "eleição" venceu quase por unanimidade. Isso é muito gratificante, olhando para aquela forma... toda a campanha se desenhando diante dos meus olhos.


Definitivamente! Como já disse em outras oportunidades: não sei o que é trabalho. Pois todos os dias fico brincando com formas, imagens e palavras só pra não ter que trabalhar, e você acredita!

[Tânia Rezende] www.fabricarte.com.br