sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

14 dicas para melhorar sua reputação profissional nas redes

Por Fernanda Bottoni


Não adianta você ter excelente formação e fluência em dois ou três idiomas se a sua reputação profissional online não anda lá estas coisas. Também não é suficiente cuidar dos cabelos, das unhas e dos sapatos e usar a roupa mais apropriada para uma entrevista com o futuro gestor. Se uma busca pelo seu perfil nas redes sociais revelar um ou outro deslize que comprometa a sua reputação, pode apostar que você estará colocando tudo em risco. E nem estamos falando de grandes escândalos envolvendo o seu nome! Para perder pontos num processo de seleção basta um comentário infeliz sobre uma marca, uma indireta sem graça para seu chefe ou colega ou uma comunidade dos que tiram uma soneca durante o expediente atrelada ao seu perfil.

É verdade que as empresas estão cada vez mais utilizando as redes para buscar profissionais e checar informações, comportamentos e referências, mas não é por isso que você precisa ficar paranoico e parar de postar o que está pensando ou — o que seria ainda pior — deletar o seu perfil de todas as redes. Isso, além de fazer mal para sua vida social, também reduziria muito as chances de você ser encontrado por uma empresa que esteja em busca de um profissional exatamente com o seu perfil.

Para acertar o tom dos seus comentários e ajustar seu perfil online aos sonhos profissionais, selecionamos algumas recomendações de especialistas no assunto:

1. Não pense que você está apenas entre amigos
Nas redes sociais, como em qualquer outro lugar, há pessoas cheias de más intenções. Uma dessas pessoas pode estar louca de vontade de arrumar uma forma de prejudicar a sua imagem e, se você der bobeira, ela pode não perder a oportunidade. Pense, por exemplo, no café da empresa. Você não vai sair gritando o que pensa sobre aquele colega chato porque é muito provável que pessoas não tão próximas a você escutem, certo? Para as redes sociais, vale a pena tomar o mesmo cuidado.

2. Pense no tipo de informação que você vai dar a respeito da sua vida
“As redes sociais deixaram as pessoas mais escancaradas”, afirma Ana Vaz, consultora de imagem e etiqueta pessoal e corporativa. Antes de compartilhar qualquer coisa — sobretudo em redes dirigidas à vida profissional, como o LinkedIn–, pense se não está exagerando nos detalhes. Seu chefe precisa mesmo ver aquela sua foto na praia ou saber que você teve um “almocinho no japa com os amigos”?

3. Tome cuidado com o que pode ser mal interpretado
Não há problema algum você tomar uma cerveja no final de semana, mas se você aparecer o tempo todo com um copo de bebida nas mãos pode passar a imagem de alguém que só quer se divertir ou, pior, que vive de ressaca. E aí?

4. Evite assuntos polêmicos
A boa e velha regra de não discutir religião e política, por exemplo, vale muito também para as redes sociais. Você pode, claro, ter suas convicções, mas não precisa escancarar tudo o que pensa. Lembre-se de que as pessoas podem ter opinião diferente da sua e fazer julgamentos precipitados. Se a sua opinião política for totalmente contrária à do recrutador você pode perder pontos porque, mesmo inconscientemente, ele pode simpatizar mais com outro candidato.

5. É óbvio, mas sempre bom reforçar: passe longe dos preconceitos, inclusive em piadinhas prontas de internet
Elas são em jeitinho fácil de cair numa grande roubada.

6. Rede de trabalho é rede de trabalho
O LinkedIn é a rede mais profissional de todas. Cuide do seu perfil como se ele fosse de fato o seu currículo na internet. Escolha uma foto com cara de trabalho, mantenha as informações atualizadas, seja sutil na hora de abordar alguém e não exagere na quantidade de postagens. “Tem gente que trata o LinkedIn com a mesma falta de cuidado que tem no Facebook”, alerta Ana.

7. Atualize suas informações sempre
Mariciane Gemin, diretora regional da empresa de recrutamento Asap, ressalta que, assim como no currículo, uma das informações mais importantes é descrever objetivamente projetos em que você realmente teve participação ou que tenha conduzido, mostrando os resultados. “Muitas pessoas esquecem esses exemplos reais da vida profissional, que são muito importantes para o recrutador na hora de avaliar um perfil”, explica.

8. Conecte-se a pessoas que você realmente conhece
Outra dica de Mariciane é que, em uma rede voltada ao mercado, como o LinkedIn, o número de conexões não é tão importante. “Eu diria que em 50% dos processos de recrutamento os recrutadores buscam um profissional que tenha ligação com o candidato para pedir referências”, afirma. Por isso, não faz sentido estar conectado a uma pessoa que nunca teve uma participação efetiva na sua vida profissional.

9. Transparência nas informações
Outra dica básica e essencial é ser o mais transparente possível. Se você tem inglês intermediário e colocar nível avançado no currículo pode gerar uma situação constrangedora em uma entrevista.

10. Escolha bem a hora de abordar seus defeitos
Ok, você não pode mentir, mas obviamente também não precisa sair contando todos os seus defeitos logo de cara. “Deixe isso para a hora da entrevista, em que você pode contar tudo de maneira mais suave e madura”, recomenda Ana.

11. Olha o português!
Cuidado — muito cuidado — com erros de português. Por mais inocente que seja um post, se você mandar um “agente” no lugar de “a gente”, usar “mais” no sentido de “mas” etc., pode não ter outra chance para explicar que foi só um errinho de digitação.

12. Coloque-se no lugar do outro
“O que um cliente pensaria se visse isso?” É essa a pergunta que muitos recrutadores fazem ao checar o perfil de um candidato — principalmente se a vaga em questão exige relacionamento direto com clientes. Faça essa pergunta você mesmo antes de publicar qualquer coisa.

13. Cuidado com as críticas que faz à empresa atual (e às anteriores)
Tenha cuidado com o que você posta sobre a empresa em que trabalha atualmente. Se você fala mal — inclusive citando o nome — da empresa em que trabalha ou trabalhou, um recrutador que está de olho em você vai levar isso em consideração.

14. Seja cordial
Por fim, seja gentil e educado em qualquer situação. Ninguém quer contratar uma pessoa que demonstra falta de respeito em suas relações.

fonte: www.vagas.com.br

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

12 Leis da Gratidão que vão mudar a sua vida



1. Quanto mais você está em um estado de gratidão, mais vai atrair coisas pelas quais ser grato
Seja grato pelo que você tem, e vai acabar tendo mais.
Foque sobre o que você não tem, e nunca terá o suficiente.

2. Ser feliz nem sempre vai te fazer grato, mas ser grato sempre vai te fazer feliz
É quase impossível apreciar um momento sinceramente e olhar severamente ao mesmo tempo.
Ser feliz agora não significa que você não deseja mais, significa que você é grato pelo que tem e paciente para o que ainda está por vir.

3. Gratidão fomenta o verdadeiro perdão, que é quando você pode sinceramente dizer: “Obrigado por essa experiência.”
Não faz sentido condenar ou lamentar uma lição de vida importante.
Gratidão traz um sentido para o ontem, paz para o presente, e cria uma visão positiva para o amanhã.

4. Você nunca precisa mais do que tem em um dado momento
Tem sido dito que a mais elevada forma de oração é dar graças. Em vez de orar “para” as coisas, dê graças por aquilo que você já tem.
Quando a vida lhe dá toda a razão de ser negativo, pense em uma boa razão para ser positivo. Há sempre algo pelo qual ser grato.

5. A gratidão inclui tudo
Dias bons dão-lhe felicidade e dias ruins dão-lhe sabedoria. Ambos são essenciais.
Porque todas as coisas têm contribuído para o seu avanço, você deve incluir todas as coisas em sua gratidão. Isto é especialmente verdadeiro em seus relacionamentos. Nós nos encontramos com pessoas comuns em nossas vidas; mas se você lhes der uma chance, todas elas têm algo importante para lhe ensinar.

6. O que você tem para ser grato no presente, muda
Seja grato por tudo que você tem agora, porque nunca sabe o que acontecerá em seguida. O que você tem acabará por ser o que você tinha.
A vida muda a cada dia, e suas bênçãos irão gradualmente mudar junto com ela

7. A mente grata nunca toma coisas como garantidas
O que separa privilégio de benefício é a gratidão.
A circunstância (ou pessoa) que você toma por garantida hoje pode vir a ser a única da qual você precise amanhã.

8. Enquanto você expressa sua gratidão, não deve esquecer que a maior valorização não é simplesmente proferir palavras, mas vivê-las diariamente
O que mais importa não é o que você diz, mas como você vive.
Não basta dizer que, mostre. Não basta prometer, prove.

9. Gratidão inclui retribuição
Na agitação da vida cotidiana, quase não percebemos que recebemos muito mais do que damos, e a vida não pode ser rica sem essa gratidão.
É tão fácil superestimar a importância de nossas próprias conquistas em comparação com o que temos com o auxílio de outros.

10. A maior homenagem às pessoas e circunstâncias que você perdeu não é tristeza, mas a gratidão
Só porque alguma coisa não durou para sempre, não significa que não foi o maior presente que se possa imaginar.
Seja grato porque seus caminhos se cruzaram e por ter tido a oportunidade de experimentar algo maravilhoso.

11. Para ser verdadeiramente grato, você deve estar realmente presente
Conte as bênçãos em sua vida, e comece com a respiração que você está realizando agora.
Muitas vezes esquecemos que o maior milagre não é andar sobre a água; o maior milagre é caminhar sobre a terra verde, habitando profundamente no momento presente, apreciando-o e sentindo-se completamente vivo.

12. Abandonar o controle multiplica o potencial de gratidão
Às vezes, investimos muita força para tentarmos controlar cada aspecto de nossas vidas que completamente nos perdemos no caminho.
Aprenda a deixar ir, relaxar um pouco e pegar o caminho que a vida leva até você às vezes. Tente algo novo, seja destemido, mas acima de tudo, faça o seu melhor e fique bem com isso. Abandonar expectativas desnecessárias permite que você realmente experimente o inesperado. E as maiores alegrias na vida são muitas vezes as surpresas inesperadas e oportunidades que você nunca preveu.

Pelo o que você é grato hoje? Como a gratidão afeta a sua vida?

Via: The Secret / Rafaela Ganzenmuller
Fonte do texto: Marc and Angel

10 FRASES BUDISTAS QUE PODEM MUDAR SUA VISÃO DA VIDA




O Budismo é uma das religiões mais antigas ainda praticadas e uma que tem mais seguidores, cerca de 200 milhões de pessoas no mundo. Enquanto alguns preferem se referir ao Budismo mais como uma filosofia de vida do que uma religião.

De uma forma ou de outra, o que tem permitido esta filosofia / religião sobreviver ao longo do tempo e continuar ganhando popularidade são suas mensagens simples e cheias de sabedoria que pode realmente melhorar nossas vidas diárias. Na verdade, não é necessário abraçar o budismo para colher os benefícios que ele pode nos oferecer. Basta manter uma mente aberta e o coração disposto.

1. A dor é inevitável, o sofrimento é opcional

Nós tendemos a pensar que reagimos aos eventos que trazem consigo a semente de tristeza ou da alegria, mas, na verdade, reagimos ao que os fatos significam para nós. Nós só podemos sofrer por aquilo a que demos importância. Portanto, para evitar sofrimento desnecessário, por vezes, apenas um passo para trás,desanexar emocionalmente e ver as coisas de outra perspectiva. É difícil, mas com a prática você aprende. Na verdade, uma outra frase budista nos mostra o caminho: “Tudo o que somos é o resultado do que pensamos; É fundada em nossos pensamentos e é feito de nossos pensamentos. “

2. Alegrai-vos porque em toda parte é aqui e tudo é agora

Muitas vezes perdemos a vida enquanto estamos amarrados ao passado ou preocupados com o futuro. No entanto, o budismo nos ensina que temos apenas o aqui e agora. Portanto, devemos aprender a estar totalmente presentes, para desfrutar de cada momento como se fosse o primeiro e o último. Não mergulhar no passado ou sonhar com o futuro, se concentrar no momento presente, porque é onde você vai encontrar as chaves para a felicidade.

3. Tenha cuidado com o exterior, bem como seu interior, porque tudo é um

Somos uma unidade física e espiritual, mas muitas vezes nos esquecemos. Às vezes nos preocupamos muito sobre como cuidar do corpo e esquecemos a alma, enquanto em outras vezes nos preocupamos muito com nosso equilíbrio psicológico e negligenciamos aspectos importantes, tais como dieta e exercícios. No entanto, para encontrar um estado de bem-estar verdadeiro é imperativo que a mente e o corpo estejam equilibrados.

4. Melhor usar pantufas do que tentar colocar tapete no mundo

Às vezes, ou porque superestimamos nossas forças ou porque não estamos cientes da magnitude da situação, estabelecemos metas que vão além de nossas capacidades. Em seguida, geramos um estresse desnecessário. No entanto, para encontrar a paz interior, é importante estar ciente de nossas forças e nossa dose de recursos, e qualquer caminho tem que começar de nós mesmos, antes de mudarmos o que não gostamos no mundo, mudemos o que não gostamos em nós mesmos.

5. Não ferir os outros com o que causa dor a si mesmo

Esta é uma das máximas do budismo que, se aplicada ao pé da letra, estaríamos praticamente eliminado todas as leis e preceitos morais. No entanto, esta frase budista vai além do clássico “não faça aos outros o que você não quer fazer para você”, pois envolve, acima de tudo, uma profunda compreensão de nós mesmos e, uma grande empatia para outros.


6. Não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa menos

Apesar de não estarmos conscientes disso, o nosso desejo de mais, seja no material ou emocional, é a principal fonte de nossas preocupações e desapontamentos. Quando aprendemos a viver com pouco e aceitando tudo que a vida nos oferece no momento, podemos alcançar uma vida mais equilibrada e reduzir a tensão e stress. Entender que já temos todo necessário para atingir a paz interna e felicidade é um ensinamento que traz tranquilidade na caminhada e evita a ansiedade e desgaste incessante de sempre achar que a felicidade está logo ali na frente, mas nunca aqui.

7. Para entender tudo, é preciso esquecer tudo

Quando somos pequenos, estamos abertos à aprendizagem, não temos idéias preconcebidas. No entanto, à medida que crescemos nossa mente está cheia de condicionamentos sociais que nos diz como as coisas devem ser, como devemos nos comportar e até mesmo o que pensar. Estamos tão imbuídos nesse contexto que não percebemos que nossa mente se tornou uma caixa muito estreita que nos aprisiona. Então, se você quer mudar e ver as coisas de outra perspectiva, o primeiro passo é se separar das crenças e estereótipos que o mantem amarrado. Neste sentido, uma outra frase budista nos ilumina: “No céu, não há distinção entre o leste e o oeste, são as pessoas que criam essas distinções em sua mente e depois pensam que são verdadeiras“.

8. O ódio não diminui ódio. O ódio diminui com o amor

Gerar violência, raiva produz ressentimento. É algo que quase nunca aplicamos quando nos envolvemos em discussões nas quais somos guiados por nossas emoções mais negativas, respondemos às críticas com outro comentário e um ataque ainda mais forte. No entanto, o ódio só gera ódio, a única maneira de contrariar o seu efeito é o de proporcionar amor, respondendo com emoções positivas. Não se apaga fogo com mais fogo.

9. Dê, mesmo se você tiver muito pouco para dar

Esta é uma das mais antigas frases budistas, e algumas pesquisas na área da psicologia positiva mostraram que a gratidão e a entrega é um dos caminhos que conduzem à felicidade. Não é sobre dar com intuito de receber algo, mas dar motivado pelo prazer que sente ao ajudar alguém.

10. Se você pode apreciar o milagre que mantém uma única flor, toda sua vida vai mudar

Nesta frase budista o segredo da mudança está fechado: aprender a valorizar cada coisa e cada pessoa por aquilo que ele é: um milagre único e irrepetível. Quando aprendemos a não criticar, mas aceitar e se maravilhar com as menores coisas que nos rodeiam, nossa vida vai mudar porque estamos deixando aberta a gratidão, a curiosidade e a alegria. Pelo contrário, se pensarmos não há nada de especial sobre as pequenas coisas e estamos no topo do mundo, não apenas estamos fechando a beleza, mas também para a aprendizagem e crescimento. Se você não pode apreciar o milagre que envolve uma flor, é que você está morrendo por dentro.

Fonte: Yogui.co / thesecret.tv.br

Sucesso não é mérito da inteligência, mas do esforço




Por IAB - Instituto Alfa e Beto

Estamos acostumamos a pensar que possuir inteligência “superior” ou algum tipo de habilidade (ou dom), juntamente com um senso de confiança, é a receita para o sucesso na vida, tanto escolar quanto profissional. No entanto, a investigação científica produzida nos últimos 35 anos mostra que uma ênfase exagerada na inteligência ou no talento pode, na realidade, deixar as pessoas vulneráveis ao fracasso, com medo de desafios e desmotivadas a aprender.

Um artigo divulgado* este ano pela revista Scientific America, uma das principais publicações científicas do mundo, mostra que incentivar os avanços no processo de desenvolvimento, em vez da inteligência ou talento, produz grandes empreendedores na escola e na vida. A autora do artigo é Carol S. Dweck, que atualmente é professora psicologia da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Ela garante: não adianta incentivar seu filho ou seu aluno dizendo que ele é inteligente.

Para ela, e para outros pesquisadores que acompanharam seus estudos ao longo de três décadas, pais e professores podem garantir o crescimento cognitivo das crianças elogiando-as por sua persistência ou estratégias para resolução de problemas (em vez de ressaltar sua inteligência). Segundo ela, ao contar histórias de sucesso que enfatizam o trabalho duro e amor pelo aprendizado, ensinamos às crianças que o cérebro é semelhante a uma máquina, que precisa ser constantemente atualizada para ter um bom funcionamento (confira abaixo uma lista de estratégias para incentivar as crianças).

O perigo da desistência - As pesquisas de Carol Dweck começaram na década de 1960, quando ela se deparou com um estudo feito com roedores que mostrava que após muitas falhas os animais deixavam de tentar completar um percurso, ficando estáticos e sem esperança. Os pesquisadores concluíram que os animais aprendiam a não ter esperanças, mesmo quando tinham a possibilidade de agir – isso porque não receberam incentivo para superar os desafios.

Dweck ficou intrigada com a “desesperança aprendida” demonstrada pelos animais e decidiu investigar mais a fundo o tema.

Segundo ela, essa “desesperança” está ligada à crença das pessoas a respeito dos motivos que as levaram ao erro. Ao longo das décadas seguintes, ela observou como esse comportamento se dava com estudantes do ensino fundamental. Em um dos estudos, ela notou que a falta de esforço (e não de capacidade) fazia com que os alunos cometessem mais erros ao tentar solucionar problemas matemáticos. Separando as crianças em dois grupos, ela notou que o grupo que recebeu apenas elogios sobre o “quanto eram inteligentes” não conseguia encontrar saída para solucionar problemas mais complexos. Enquanto o grupo que recebeu elogios sobre o “quanto eram esforçados” conseguiu driblar as dificuldades e avançar.

Estudos subsequentes mostraram que isso acontece porque os alunos mais persistentes não ficavam pensando sobre sua própria falha. Eles focavam o trabalho em encontrar os erros cometidos ao longo do processo e em tentar corrigi-los para avançar. Essa capacidade de se esforçar diante de um problema é chamada de resiliência.

Como superar os desafios - Desenvolver a resiliência é um processo que começa no início da vida e deve ser incentivado em casa e na escola.

Crianças que são elogiadas por seu talento inato, por exemplo, desenvolvem uma crença implícita de que a inteligência nasceu com elas, e acabam pensando que o esforço para aprender algo novo é menos importante do que ser inteligente para aprender aquilo. O problema está em que essa crença também faz com que elas vejam desafios, erros, e até mesmo a necessidade de exercer um esforço, como ameaças ao seu ego – e não como oportunidades para melhorar. Isso faz com que percam a confiança e a motivação quando o trabalho não é mais fácil para elas.

A pesquisadora conclui que elogiando habilidades inatas das crianças, reforçamos essa mentalidade, impedindo que desenvolvam seu potencial, seja em alguma disciplina, seja nos esportes ou até em relacionamentos pessoais. As pesquisas concluem que incentivar o processo (que nada mais é do que a soma de esforço pessoal com estratégias eficazes), ajuda a direcioná-los para o sucesso na vida acadêmica e pessoal.

Para finalizar, reproduzimos abaixo uma lista de dicas simples indicadas pela pesquisadora americana para pais e professores mudarem suas estratégias diante das crianças. Confira:

- Em vez de dizer “como você é inteligente”, diga “você fez um bom trabalho” e explicite os fatores que fazem daquele um trabalho a ser elogiado;

- Em vez de apenas elogiar a nota alta obtida em uma prova, foque o elogio no processo, dizendo, por exemplo: “Você realmente estudou para seu teste. Você leu o material várias vezes e testou-se sobre ele. E realmente funcionou!”;

- Em vez de focar no resultado da resolução de um problema, aponte as estratégias usadas pela criança, dizendo, por exemplo: “Eu gosto do jeito que você tentou essa série de estratégias diferentes no problema até finalmente resolvê-lo”;

- Elogie o tempo de estudo, focando no quanto o tempo dedicado influenciou o resultado. Por exemplo: “Você ficou em sua mesa e manteve sua concentração, por isso conseguiu achar a solução. Isso é ótimo!”;

- Não aponte o erro como uma falha imutável. Pelo contrário, mostre que o erro é apenas um desafio a ser superado e ofereça ferramentas para que a criança possa superá-lo e seguir adiante.

Tudo isso irá fazer com que a criança cresça e perceba que o sucesso não é uma questão de inteligência ou classe social, mas sim um mérito do esforço. E isso também vale para nós, adultos!


fonte: www.ebc.com.br

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

3 dicas para administrar a página da sua empresa no Facebook

A especialista em marketing digital Camila Porto desconstrói mitos sobre a plataforma

Por Fabiana Pires - 29/10/2015!
A especialista e seu livro "Facebook Marketing: Como gerar negócios na maior rede social do mundo" (Foto: Divulgação)
Para a especialista emmarketing digital, Camila Porto, de 27 anos, uma das principais dificuldades de quem começa uma página de empresa no Facebook é saber exatamente que tipo de conteúdo postar.
"Algumas pessoas acham que só devem postar coisas sobre o produto ou serviço que estão oferecendo. Outras acham que só é válido postar um conteúdo muito produzido e elaborado." A verdade, diz, é que existem muitos mitos em relação às redes sociais. 

Autora do livro "Facebook Marketing: como gerar negócios na maior rede social do mundo", Camila leciona cursos online sobre a rede social desde 2012. De lá para cá, mais de cinco mil alunos já receberam instruções da especialista sobre como atuar na plataforma. "No último ano, recebemos cerca de 250 novos alunos por mês", diz. 
Foi ao longo desse tempo que ela notou que muitas pessoas acabam criando uma impressão errada sobre o que é o Facebook e como a plataforma funciona. "Muita gente não entende que o Facebook é sobre relacionamentos. Não adianta sair vendendo e postando o que você quer. É preciso construir uma relação com aqueles que estão na página."
A seguir, a especialista enumerou algumas dicas sobre como administrar a página de um negócio no Facebook

Tudo é conteúdoSiga a regra do 8/2 - e não seja óbvio

A cada 10 posts na rede social, oito devem ser sobre conteúdos relacionados ao negócio. Apenas dois devem ser sobre o produto ou serviço oferecido pela empresa. "As publicações sobre conteúdo não precisam ser tão óbvias. Se você tem uma academia, por exemplo, não adianta postar que exercício físico faz bem para a saúde. Quem já curte a sua página, sabe disso", afirma. Em vez disso, a especialista sugere postar informações mais específicas e que sejam interessantes para quem está na página. "Se você conhece muito bem a área que atua, procure aquilo que te deixa surpreso ou que você acha interessante. Você pode ser o seu próprio 'funil' do que postar ou não."

Trabalhe para "matar objeções"
A pessoa que não consome o que você oferece muitas vezes tem uma objeção em relação a seu produto. "Por exemplo, muita gente não gosta de alimentos naturais porque são caros ou porque são ruins." Uma boa ideia, então, é aproveitar os posts para descontruir os mitos. "Você explica para o sujeito porque ele está errado. Muitas vezes, ele nunca pensou direito sobre o assunto e, quando você traz argumentos, ele se torna um cliente."
Ter uma boa página no Facebook não significa gastar dinheiro com a produção de conteúdos para serem postados. "Grave uma dica para o seu cliente, tire uma foto dos novos produtos que chegaram no estoque", diz Camila. "É interessante mostrar algum bastidor da empresa para o consumidor, mostrar a cara do dono. Isso tudo torna a empresa mais próxima do internauta, gera uma conexão."

fonte: revistapegn.globo.com

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dilma veta projeto que iria regulamentar a profissão de designer

Veto foi publicado nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União.
Proposta previa que somente quem tivesse experiência poderia atuar.

Do G1, em São Paulo  / Atualizado em 28/10/2015 09h51
A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente, por meio de despacho publicado nesta quarta-feira (28) no "Diário Oficial da União", o projeto de lei nº 24, de 2013 (nº 1.391/11 na Câmara dos Deputados), que dispõe sobre a regulamentação do exercício profissional de designer. Segundo o documento, o PL foi vetado por inconstitucionalidade.
A prosposta, de autoria da Câmara, do ex-deputado Penna (PV-SP), previa que somente os titulares de curso superior, ou pessoas com experiência mínima de três anos até a data de publicação da lei, poderiam exercer a profissão. Também ficaria vedada a entrada no mercado de trabalho de pessoas sem a adequada qualificação para realizar atividades envolvendo desenhos industriais, pesquisa, magistério, consultoria e assessoria, conexas aos desenhos. O fruto do trabalho do designer passaria a ser protegido pela Lei dos Direitos Autorais (Lei 9.610/1998).
Segundo o texto, foram ouvidos Ministérios da Justiça, da Fazenda, do Planejamento,
Orçamento e Gestão, do Trabalho e Previdência Social, da Educação e a Advocacia-Geral da União e todos manifestaram-se pelo veto porque a "Constituição, em seu art. 5o, inciso XIII, assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer dano à sociedade."
Agora, o veto será submetido a apreciação do Congresso Nacional.

Posição de dormir revela muito sobre você e seu estado de espírito

Tudo aquilo que evitamos mostrar sobre as nossas emoções no dia a dia acaba por ser revelado inconscientemente enquanto dormimos. O estado de espírito e até mesmo os traços de personalidade são involuntariamente expostos, porque é o inconsciente que está no comando. Identifica, a seguir, qual das posições tu tens escolhido para dormir com maior frequência ultimamente e descobre o que ela pode revelar sobre ti.
BARRIGA PARA BAIXO COM OS BRAÇOS ABERTOS
A posição revela que os problemas diários afetam muito pouco o sono desta pessoa. Quanto mais abertos estiverem os braços e mais relaxada a pessoa estiver, mais extrovertida ela é e maior é a sua facilidade em se relacionar e fazer amizades. Quem dorme nesta posição geralmente é ousado, mas pode por vezes ser internamente inseguro e não gostar de críticas ou de situações radicais.
BARRIGA PARA BAIXO COM AS MÃOS POR BAIXO DA CARA
Pode significar que a pessoa está passando por um momento delicado da sua vida. É alguém que gostaria de revelar algumas das verdades que mantém em segredo, mas teme que possa ser mal compreendido e que possa ficar prejudicado ao fazê-lo. O receio está presente no seu dia a dia. Tendemos a dormir de barriga para baixo quando algo nos ameaça, pois assim protegemos os nossos órgãos principais e mais vulneráveis, como o coração.
POSIÇÃO FETAL
Esta posição simboliza proteção, podendo ser reflexo de uma preocupação com o momento em que se vive. As pessoas que dormem nesta posição passam muitas vezes a primeira impressão de serem duras e sérias, mas na verdade são sensíveis interiormente. Podem ser tímidos quando conhecem alguém, mas de imediato relaxam e sentem-se à vontade quando estabelecem alguma confiança. Em alguns casos a pessoa pode estar diante de um conflito pontual e não sabe como o resolver, precisando de ser apoiado pelos amigos. Além da busca por afeto, a posição pode revelar também alguma insegurança. As pressões do dia a dia podem gerar ansiedade e a carência de afeto leva a uma necessidade de se sentir aconchegado.
BARRIGA PARA CIMA COM OS BRAÇOS CRUZADOS
Deitar-se com a barriga para cima, com as pernas próximas umas às outras e os braços por cima do peito e cruzados são sinais de proteção. Quanto mais cruzados estiverem os braços, mais defensiva é a pessoa. Além disso, se as mãos estiverem fechadas, é sinal de que a pessoa passa por momentos de alguma tensão na sua vida.
BARRIGA PARA CIMA E MÃOS ENTRELAÇADAS ATRÁS DA CABEÇA
A típica posição de quando se está descansando numa rede ou na praia também costuma ser usada na cama quando se está mais tranquilo, bem disposto e sem receios. As pessoas que costumam dormir assim gostam de estabelecer contatos informais e de fazer amizades, têm um bom nível de autoconfiança e tendem a ser despreocupadas. É alguém que gosta de liderar e manter o domínio sobre o que acontece ao seu redor. Costuma considerar-se superior aos outros e, em alguns casos, pode ser arrogante. Esta autoconfiança muitas vezes leva ao desejo de ser o centro das relações e à imposição de sua vontade sobre todos. É uma pessoa que não desiste facilmente e que sabe atingir os objetivos que deseja.
BARRIGA PARA CIMA E BRAÇOS ABERTOS
As pessoas que dormem deste modo são ótimos amigos, porque estão sempre dispostos a ouvir os outros e a oferecer a sua ajuda. Geralmente não gostam de ser o centro das atenções. A posição é frequente entre pessoas que têm facilidade em manter contatos com aqueles que estão ao seu redor, são simpáticas e sabem agir com equilíbrio, mas por vezes sentem necessidade de dominar e controlar as situações. Quanto mais aberta a pessoa fica na cama, mas relaxada está, sinal de que sabe lidar com os problemas diários e não leva preocupações para a cama.
BARRIGA PARA CIMA E BRAÇOS AO LONGO DO CORPO
São pessoas geralmente quietas e reservadas, que fogem da agitação e impõem a si e aos outros padrões elevados. Trata-se de alguém organizado e exigente consigo mesmo. Geralmente são um pouco caladas, pois temem expor-se. Dormir com os pés unidos e as mãos coladas ao corpo também costuma revelar um alto grau de tensão, o que significa que a pessoa nem sempre relaxa diante das mais diversas situações do quotidiano e tende a levar a vida muito a sério. É alguém que não gosta de conflitos.
DE LADO COM AS MÃOS PARA A FRENTE
São pessoas de mentes abertas, mas que podem ser desconfiadas. Costumam demorar para tomar decisões mas, quando tomam, dificilmente mudam de ideias. É alguém com um bom controle das emoções e que sabe manter a distância correta com as pessoas que não gosta. A posição dos braços pode ser interpretada como alguém de personalidade sonhadora, que deseja alcançar algo que quer muito. Trata-se de uma pessoa que se coloca à frente das outras, por vezes invadindo o seu espaço, e não teme consequências.
E LADO COM OS BRAÇOS AO LONGO DO CORPO
São pessoas sociáveis, mas que por vezes podem ser ingênuas e deixarem-se levar pelo que os outros dizem. É uma pessoa organizada e altamente exigente consigo mesma. Se houver muita tensão muscular nos braços e pernas, é sinal de dificuldade para relaxar durante a noite devido aos problemas do dia a dia.
ENROLADO E COM O CORPO TODO COBERTO
São pessoas que não conseguem dormir sem estarem cobertas até à cabeça, levando o lençol até ao próprio rosto e deixando apenas o nariz de fora. Isso é sinal de uma busca por proteção e aconchego. Trata-se de alguém que vive um misto de medo e carência neste momento particular da sua vida.
AGARRADO À ALMOFADA
Pode ser sinal de que a pessoa vive um momento em que necessita de apoio e carinho e que se sente insegura. Abraçar o próprio corpo ao dormir ou até mesmo um bichinho de pelúcia também tem o mesmo significado. Esta pessoa por vezes sente-se sozinha no mundo e, mesmo tendo alguém ao seu lado para o que for preciso, não se julga totalmente compreendida e aceita.
ESPALHADO PELA CAMA NA DIAGONAL
Sozinho ou acompanhado, é alguém que faz questão de ocupar o maior espaço possível da cama e acaba por dormir deitado na diagonal. Quem gosta de utilizar todos os espaços possíveis da cama geralmente é extrovertido e confiante. Em alguns casos pode ser sinal de alguém que não tem noção dos limites e sente dificuldade de respeitar o espaço dos outros.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Pedras da infância: veja como as coisas vividas na infância atrapalham nossa felicidade

Por Gustl Rosenkranz
Bom, você com certeza leu o título e se pergunta agora: o que ele quer dizer com “pedras da infância”?
Chamo de “pedras da infância” tudo aquilo que foi colocado em nossa “mochila” quando ainda éramos pequenos e à medida que fomos crescendo, coisas que nos foram dadas ou mesmo impostas como condição para sobreviver e para ser aceito no seio da família e da sociedade. Essas pedras não são boas, mas foram necessárias, pois precisamos delas na infância para que possamos crescer, ficar fortes e adultos e caminhar com as próprias pernas.
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Acredito que todo ser humano nasce com um espírito livre, mas um corpo frágil, pequeno, indefeso e dependente (em primeira linha dos pais). E nosso espírito sabe que é preciso proteger esse corpo para que ele um dia se torne robusto o suficiente para finalmente ser igualmente livre, como nosso espírito. E assim aceitamos as regras, tropeçamos nas pedras colocadas em nossos caminhos e carregamos nas costas aquelas depositadas em nossa “mochila”. Essas pedras são praticamente as estratégias que desenvolvemos para que possamos sobreviver, como, por exemplo, aquela pedra que uma criança recebe do pai colérico, que não gosta que a criança fale alto e dá bronca gratuita quando isso acontece. Assim, a criança aceita a pedra “fale baixo para não levar bronca do pai”, se tornando então alguém que fala baixo e que estremece só de ouvir alguém falando alto.

Ou mesmo a pedra que uma criança recebe dos pais quando conta uma história fictícia, fruto da fantasia inerente à infância, mas é repreendida por estar “mentindo”. Assim a criança recebe a pedra “fantasia é mentira!”. Ou mesmo quando uma criança chega em casa com o boletim da escola com notas boas. Essa criança vê então a alegria dos pais, que saem mostrando o boletim a todo mundo, aos parentes, aos vizinhos, para que todos vejam o quanto seu filho ou sua filha é inteligente. Assim, sem que se perceba e mesmo que a intenção dos pais seja boa, a criança recebe a pedra “seja boa na escola para ver seus pais felizes!”.

Fico no exemplo da criança com boas notas na escola. Poderíamos pensar que esse elogio dos pais seria uma coisa boa e, em princípio, isso é verdade. Mas o que acontece então quando a criança não consegue manter suas notas boas e termina “fracassando” em uma ou outra matéria? Bom, depende então do tamanho assumido pela pedra do elogio dos pais: se ela for pequena, a criança pode até sentir um pouco de vergonha, mas sem maiores complicações. Mas se o elogio dos pais tiver se tornado para a criança uma pedra grande e pesada, a vergonha será enorme e a criança fará de tudo para esconder a nota ruim dos pais, mentindo, disfarçando e fugindo da realidade, sem perceber que com isso a pedra só fica ainda maior e mais pesada. E é esse crescimento que é problemático, pois, a depender do meio no qual vivemos quando crianças e do nível de maturidade de nossos pais e das pessoas à nossa volta, ele pode se tornar um crescimento selvagem, uma excrescência, fazendo com que uma pedra (ou mesmo várias) cresça tanto que um dia, mesmo já adultos, nos encontremos praticamente embaixo dela, tendo então muita dificuldade de se livrar novamente desse peso.

Quero dizer que nosso sofrimento como pessoas adultas tem muitas vezes sua origem nessas pedras da infância, que recebemos e que tivemos que carregar conosco durante muitos anos, na verdade décadas, na verdade nossa vida inteira até aqui, sem que muitas vezes percebamos que nosso corpo já cresceu, não é mais tão frágil, que já nos tornamos adultos e, ao invés de finalmente juntar essa liberdade do corpo à liberdade do espírito do momento em que nascemos e sermos finalmente livres em plenitude, mantemos nosso corpo preso a essas pedras, prendendo assim igualmente o espírito, e aquele ser humano que nasceu “meio livre”, com espírito livre e corpo dependente, se torna um prisioneiro completo, encarcerado em sua infância, detido por suas próprias pedras. A solução para muitos de nossos problemas atuais seria então reconhecer que estamos carregando essas “pedras da infância”, que não são mais necessárias, pois já ficamos adultos, abrindo a mochila, esvaziando-a e continuando a caminhar, ou melhor ainda: voando, livre, leve e solto, começando finalmente a ser feliz.

Há pedras de todas as cores, formas e tamanhos. Umas são pequenas e fáceis de carregar, outras são grandes e são carregadas com muito sacrifício. Umas são tão pequenas que passamos sem problemas por cima delas, outras são tão enormes que bloqueiam nosso caminho. Umas são feias, outras são brilhantes e lindas e já outras são muito feias, mas parecem bonitas porque queremos vê-las assim. Mas todas elas têm algo em comum: elas pesam e, como tudo que pesa, elas atrapalham nossa andança neste mundo.

Há vários tipos de “pedras da infância” que costumamos carregar conosco, umas menos, outras extremamente pesadas, umas lisas, outras extremamente ásperas. Aqui apenas algumas delas:
– É aquela pedra que uma menina recebe da mãe, que mesmo mal casada e sofrendo, defende a tese de casamento não pode ser desmanchado de forma alguma. A criança cresce então com essa pedra, casa-se mais tarde com o homem errado, mas não se separa por causa da pedra “casamento é eterno, mesmo que se sofra” recebida da mãe;
– É aquela pedra que um garoto sensível recebe do pai quando esse diz que “homem não chora”, fazendo com que o menino perca realmente essa capacidade ou passe a chorar escondido, mesmo mais tarde, como homem adulto;
– É aquela criança que cresce em um ambiente violento e recebe a pedra “violência é normal”;
– É aquela pedra que uma menina recebe da mãe frustrada quando essa diz que “todo homem não presta!”;
– É aquela “pedra da decepção” e a “pedra da perda de confiança” enorme que uma criança recebe quando confia em uma pessoa adulta de sua família, mas é abusada sexualmente;
– É aquela “pedra do medo” que uma criança recebe quando tem um pai ou mãe altamente cuidadosa, que nunca a deixa brincar do lado de fora;
– É aquela “pedra da rejeição” dada pela mãe ou pelo pai quando a criança se comporta de uma forma diferente da esperada e o pai ou a mãe diz então que “preferia não ter um filho (ou filha)”;

– É aquela “pedra da fofoca e da inveja” recebida pela criança que cresce em uma família fofoqueira e invejosa;
– É a “pedra do racismo” quando uma criança escuta constantemente em casa que pessoas com outra cor de pele não têm o mesmo valor;
– É a pedra “não vale a pena ser honesto” quando uma criança rouba e os pais passam a mão pela cabeça, deixando valer a desonestidade;
– É a pedra “não há justiça no mundo” quando pais tratam filhos de forma diferente, favorecendo uns, prejudicando outros.
Essas pedras são nossos medos, nossa solidão, nossa insegurança. nossos conceitos errados, nossa frustação, enfim, todas essas coisas que adquirimos na infância.
Bom, exemplos não faltam. Mas prefiro contar uma história concreta, que ilustra bem como as pedras de nossa infância podem nos fazer sofrer como adultos:

Conheci uma mulher muito inteligente, com um coração do tamanho do mundo, uma pessoa muito agradável e que teria de tudo para ser feliz. Mas não era. Ela tinha problemas sérios de saúde e sofria de muito de problemas físicos, sem que nenhum médico descobrisse o que ela tinha, restando somente a possibilidade dela sofrer de um mal psicossomático. Bom, como ela tentava de tudo para parar de sofrer, ela aceitou esse diagnóstico e iniciou uma psicoterapia. Muitos meses depois, após passar por uma fase difícil de autoconhecimento e reflexão com ajuda do psicoterapeuta, ela descobriu o que a fazia sofrer:
Quando criança, ela sentia muita falta de receber carinho do pai, que era uma pessoa extremamente intelectual, distante emocionalmente e muito severa com os filhos. Ainda pequena, ela colocou na cabeça que queria escutar do pai que ele a amava e fazia de tudo para agradá-lo, sem sucesso, pois o pai se mantinha reservado nesse sentido. Pois bem, ela foi tentando, tentando, tentando… E a “pedra” foi crescendo… Um dia ela se tornou uma mulher adulta, mas o comportamento era o mesmo, pois ela continuava tentando agradar ao pai e pior ainda: também ao marido, ao chefe e a todas as figuras masculinas em sua vida (até mesmo ao filho!) – aqui vemos como a pedra cresceu! Mas nada adiantou: um belo dia, o pai faleceu sem dizer à filha que a amava e, como ela então sabia inconscientemente que jamais escutaria o que esperava, ela adoeceu, teve uma forte depressão e seus problemas físicos pioraram. Hoje, essa mulher tem 45 anos de idade e continuava sofrendo com isso, sem entender direito por que. Com ajuda da terapia, ela descobriu que estava tão agarrada a essa “pedra da infância” que não conseguia ser feliz. E essa infelicidade fez com que ela terminasse adoecendo, já que a pedra a prendia e evitava que ela fosse livre, tanto no nível espiritual como no nível físico. Somente após reconhecer isso é que ela teve a coragem e a força de simplesmente largar a pedra que recebera do pai (através de sua incapacidade de dizer que a amava!), percebendo que era uma “pedra da infância” não mais necessária na vida adulta, que a segurava em sua caminhada, evitando que ela pudesse ser realmente feliz. Foi um processo difícil e doloroso, mas que valeu a pena, pois hoje ela está bem, mais feliz, mesmo que a “pedra” do pai tenha deixado marcas, mesmo que a tristeza de nunca ter escutado do pai o que tanto queria escutar ainda exista. Largar uma pedra não significa esquecer o motivo de sua existência, mas sim aceitar que ela existe, mas faz parte do passado e não tem mais importância no presente e muito menos no futuro. Sua decisão de largar essa pedra (= aceitar que teve um pai que nunca disse que a amava!) permitiu que ela finalmente conseguisse deixar de carregar consigo um sofrimento do passado, voltando a sentir a liberdade de seu espírito e assim voltando também a se sentir saudável, livre fisicamente, e feliz.

Pode ser você prefira insistir em carregar as suas “pedras da infância”, talvez por costume ou medo. Não haveria nada de errado nisso, pois cada um tem o direito de carregar suas pedras pelo tempo que quiser ou precisar, mas talvez valesse a pena refletir que sentido faz carregar uma mochila pesada, cheia de coisas (pedras) que não lhe têm (mais) qualquer utilidade. Assim, lhe peço: dê uma parada você também. Verifique em você e em sua vida quais as “pedras” que você ainda carrega consigo e perceba quais delas lhe fazem mal e lhe impedem de caminhare quais as que não atrapalham. Depois, abra a “mochila” e tire uma por uma, livrando-se do que lhe prende, evitando que você seja feliz. Vou até mais longe e proponho um exercício prático: pegue realmente uma mochila, procure pedras e coloque-as dentro da mochila, dando a cada uma delas um nome: esta pedra é a “pedra do medo” que eu sentia quando era criança, esta outra é a “pedra da solidão”, já que me senti muito só na infância, já esta outra é a “pedra da expectativa de minha mãe”, que fez com que eu vivesse minha vida de acordo com o que ela esperava e não conforme meus sonhos e desejos, e assim por diante. Depois, escolha um lugar especial, o lugar da despedida, vá até lá com a mochila e se livre das pedras, uma por uma, deixando-as lá e voltando para casa com a mochila vazia. Isso não vai resolver seus problemas completamente, já que é preciso tempo para consertar o que foi quebrado por uma vida inteira, mas será um bom começo para seu crescimento e para sua libertação pessoal.Fonte: Gustl Rosenkranz

Como identificar e parar os manipuladores: 8 dicas para mantê-los à distância ou se libertar

Escrito por Preston Ni
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“Há aqueles cuja principal habilidade é fazer girar as rodas de manipulação. É a sua segunda pele e se estas rodas param de girar, eles simplesmente não sabem o que fazer “.
– C. JoyBell C.
Manipulação psicológica pode ser definida como o exercício de influência indevida  através da distorção mental e exploração emocional, com a intenção de tomar o poder, controle, benefícios e privilégios às custas da vítima.
É importante distinguir a influência social saudável da manipulação psicológica. A influência social saudável ocorre entre a maioria das pessoas, e faz parte do dar e receber das relações construtivas. Na manipulação psicológica, uma pessoa é usada para o benefício de outra. O manipulador deliberadamente cria um desequilíbrio de poder, e explora a vítima para satisfazer a sua vontade.
A maioria dos manipuladores possui quatro características comuns:
1-Eles sabem como detectar seus pontos fracos.
2-Uma vez encontrado, eles usam suas fraquezas contra você.
3-Por meio das suas astutas maquinações, eles convencem você a desistir de algo que você quer, a fim de servir aos interesses dele(a).
4-No trabalho, e situações familiares ou sociais, uma vez que o manipulador consegue tirar vantagem de você, ele ou ela provavelmente vai repetir a violação, até que você coloque um fim à exploração.
As causas da manipulação crônica são complexas e profundas. Mas independente do que impulsione o indivíduo a ser psicologicamente manipulador, não é fácil quando você está no outro lado, recebendo a agressão. Como alguém pode gerenciar com sucesso tal situação? Aqui estão oito chaves para lidar com pessoas manipuladoras. Nem todas as dicas abaixo podem se aplicar à sua situação específica. Basta usar o que funciona e deixar o resto.
1. Conheça os seus direitos humanos básicos 
A orientação individual mais importante quando você está lidando com uma pessoa psicologicamente manipuladora é conhecer os seus direitos e reconhecer quando estão sendo violados. Contanto que você não prejudique os outros, você tem o direito de se defender e defender seus direitos. Por outro lado, se você trazer prejuízos para os outros, você pode perder esses direitos. A seguir estão alguns dos nossos direitos humanos básicos:
Você tem o direito de ser tratado com respeito.
Você tem o direito de expressar seus sentimentos, opiniões e desejos.
Você tem o direito à sua própria lista de prioridades.
Você tem o direito de dizer “não” sem se sentir culpado.
Você tem o direito de obter o que você paga.
Você tem o direito de ter opiniões diferentes dos outros.
Você tem o direito de cuidar e se proteger de ameaças físicas, mentais e emocionais.
Você tem o direito de criar a sua própria vida feliz e saudável.
Estes direitos humanos básicos representam as suas fronteiras.
É claro que a nossa sociedade está cheia de pessoas que não respeitam estes direitos. Manipuladores psicológicos, em particular, querem privá-lo de seus direitos para que eles possam controlar e tirar proveito de você. Mas você tem o poder moral e legítimo para declarar que é você, não o manipulador, quem está no comando da sua vida.
2. Mantenha distância
Uma forma de detectar um manipulador é ver se ela age com ´´perfis´´ diferentes na frente de pessoasdiferentes e em diferentes situações. Enquanto todos nós temos algum grau de diferenciação social, os manipuladores psicológicos tendem a habitar em condições extremas, sento altamente educados com uma pessoa e completamente rudes com outra, ou totalmente cuidadosos em um momento e ferozmente agressivos em outro. Quando você observar este tipo de comportamento a partir de um indivíduo, de modo regular, mantenha uma distância saudável e evite se envolver com a pessoa, a menos que seja absolutamente necessário. Como mencionado anteriormente, as razões para a manipulação psicológica crônica são complexas e profundas. Não é seu trabalho alterar ou salvá-los.
3. Evite a personalização e a auto-culpa
Já que a agenda do manipulador é procurar e explorar seus pontos fracos, é compreensível que você se senta inadequado, ou até mesmo se culpe por não satisfazer o manipulador. Nestas situações é importante lembrar que você não é o problema; você está simplesmente sendo manipulado para se sentir mal, ficando mais suscetível para entregar os seus poderes e direitos. Considere o seu relacionamento com o manipulador, e faça as seguintes perguntas:
Estou sendo tratado com respeito genuíno?
As expectativas e demandas dela sobre mim são razoáveis?
Existe apenas uma, ou as duas pessoas desta relação estão se doando para mantê-la?
Em última análise, eu me sinto bem comigo mesmo nesta relação?
Suas respostas a estas perguntas lhe darão importantes pistas sobre se o “problema” na relação é com você ou com a outra pessoa.
4. Coloque o foco neles, fazendo perguntas de sondagem
Inevitavelmente, manipuladores psicológicos vão fazer pedidos (ou exigências) de você. Estas “ofertas” muitas vezes fazem você sair do seu caminho para satisfazer as suas necessidades. Quando você ouvir uma solicitação irracional, às vezes é útil colocar o foco de volta no manipulador, fazendo algumas perguntas de sondagem para ver se ela(e) tem suficiente auto-consciência para reconhecer a injustiça da sua intenção.
Quando você fizer essas perguntas, estará colocando um espelho, de modo que o manipulador possa ver a verdadeira natureza do seu estratagema. Se o manipulador tiver um grau de auto-consciência, ele ou ela provavelmente vai retirar a demanda e recuar.
5. Use tempo a seu favor
Além de pedidos irracionais, o manipulador, muitas vezes, também espera uma resposta imediata de você, para maximizar a pressão e seu controle sobre você na situação. (Vendedores chamam isso de “fechar o negócio”.). Nestas situações, em vez de responder de imediato ao pedido do manipulador, considere usar o tempo a seu favor, e se distancie da sua influência imediata. Você pode exercer liderança sobre a situação simplesmente dizendo:
“Eu vou pensar sobre isso.”
Considere o quanto estas palavras são poderosas de um cliente para um vendedor, ou de você para um manipulador. Aproveite o tempo que você precisa para avaliar os prós e os contras da situação, e considerar se você quer negociar um acordo mais justo, ou se você ficará melhor dizendo “não”, o que nos leva ao nosso próximo ponto:
6. Saiba como dizer “não” – diplomaticamente, mas com firmeza
Para dizer “não” diplomaticamente, mas com firmeza, é  preciso praticar a arte da comunicação. Efetivamente articulado, ele permite que você fique firme, ao mesmo tempo que mantém uma relação viável. Lembre-se de que os seus direitos humanos básicos incluem o direito à sua própria lista de prioridades, o direito de dizer “não” sem se sentir culpado, e o direito de escolher a sua própria vida feliz e saudável.
7. Enfrente os bullyings com segurança
Um manipulador psicológico também se torna um bullyinador quando quer intimidar ou magoar outra pessoa.
A coisa mais importante a ter em mente sobre os bullyinadores é que eles escolhem aqueles que eles percebem como mais fracos, por isso, quando você permanece passiva e complacente, tornar-se um alvo. Bullyinadores são covardes. Quando seus alvos começam a mostrar suas garras e lutar por seus direitos, muitas vezes recuam. Isto é verdade nos pátios das escolas, bem como em ambientes domésticos e de escritório.
8. Elenque as consequências
Quando um manipulador psicológico insiste em violar seus limites e não aceitam um “não” como resposta, fale das conseqüências.
A capacidade de identificar e afirmar conseqüências é uma das habilidades mais importantes que você pode usar para “se livrar” de uma pessoa difícil. Efetivamente articulada, a consequência dá uma pausa para manipulador, e o obriga a mudar do tirano ao respeitoso.Fonte: Psychology Today

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Por que comemos embaixo da escada?




Uma marmitinha glamurosa, servida em um casamento chiquérrimo para os fotógrafos, cinegrafistas e músicos. (Foto: Danilo Siqueira)

Dias atrás, no final da festa, os noivos se aproximaram de nós e perguntaram se havíamos comido bem no casamento. Respondemos que sim e, de fato, havíamos comido muito bem. Até pudemos repetir o jantar. Eles então perguntaram se estava tudo certo com a mesa que haviam reservado para nós, se conseguimos comer confortavelmente.
Estávamos absurdamente felizes por, não só termos tido tempo para comer, como também, termos uma mesa reservada para que pudéssemos comer com calma e ter uns minutinhos para sentar. Não é muito comum mas, ao mesmo tempo, também não é tão raro termos este pequeno mimo por parte dos nossos noivos, que são pessoas maravilhosas e se preocupam muito conosco. Mas este casal demonstrava uma preocupação extra com a questão da mesa, e ficamos curiosos para entender o porquê disso. Eles explicaram:
Desde o início, era muito importante para nós que vocês tivessem um tempo para descansar, e que pudessem comer como todos os nossos convidados. No contrato, vimos que vocês ficariam, pelo menos, 10 horas conosco, e ninguém é capaz de trabalhar 10 horas sem comer e sem se sentar, ao menos, por alguns minutos.
Quando comentamos com a nossa cerimonialista que, no mapa de mesas, queríamos reservar uma para os fotógrafos e cinegrafistas, ela riu e disse que isso era “totalmente desnecessário. Fotógrafos e cinegrafistas podem comer ali embaixo da escada. Eles não se incomodam.”
Ficamos profundamente decepcionados com a postura de desrespeito da cerimonialista, e este foi um dos principais motivos pelo qual cancelamos o contrato com ela. Escolhemos outra empresa e ficamos surpresos ao ouvir o exato mesmo comentário da nova cerimonialista. Percebemos que parecia ser algo que já fazia parte da cultura do casamento. Até hoje, não tínhamos certeza de que ela iria reservar a mesa para vocês. Ela reclamou disso várias vezes. Disse que era desperdício de espaço.
Voltamos para casa tentando entender por que o fato de sentarmos em uma mesa no cantinho da festa era tão incômodo para as organizadoras do casamento. De fato, é algo que parece já fazer parte da cultura do casamento. Termos uma mesa é uma exceção. Para podermos comer, precisa estar em contrato e, de uns tempos para cá, precisa estar em contrato que vamos comer a mesma comida dos convidados. Caso contrário, estamos sujeito a passar 10 horas de fome ou nos contentarmos com 5cm de um pão de metro. Na nossa curta carreira, colecionamos algumas pérolas bacanas na hora da comida (com a contribuição de alguns amigos):
“Se for se servir no buffet, seja discreto, para que os convidados não fiquem constrangidos.”
“Infelizmente, não tem cadeira, mas vocês podem sentar ali no chão.”
“Você é vegetariano? Come uma saladinha.”
“Come ali que tá mais escurinho, porque fica chato os convidados verem que vocês estão comendo no prato descartável.”
“A gente só pode disponibilizar um prato pra vocês” (de um menu de degustação de 7 pratos) — ou seja, comemos 2 raviólis.
“O nosso buffet é muito caro. Por isso, trouxemos uma marmitinha pra vocês”. (com um pf de um bar próximo ao local do casamento)
“O buffet que eu contratei é muito caro, mas vai ter um arroz com frango lá pra vocês comerem.”
“Os noivos não contrataram alimentação pra vocês. Mas vocês podem pedir uma pizza.”
“Vocês tem que andar sempre com barrinhas de cereal na mochila pra garantir que não vão ficar com fome no casamento.”
“Comida para fornecedores só no final da festa, se sobrar”
(você pode contribuir com esta lista deixando a sua frase nos comentários)
Lendo assim, nessa bela coletânea, é de rolar de rir, mas só quem já passou por isso sabe o quanto cada uma dessas frases parece um soco na cara quando você está lá, há horas trabalhando em pé, cansado e com fome. Isso pra não comentar às vezes em que se negam a nos oferecer água na frente dos convidados. “Água pra quem tá trabalhando é só lá nos fundos.” E, comicamente, “lá nos fundos” é um lugar onde a gente nunca pode entrar, para não “atrapalhar o trabalho do buffet”.

Mas por que somos tratados desse jeito?

Na verdade, a “cultura do casamento” que o nosso noivo descobriu se replica na indústria dos eventos sociais e também no setor de serviços, de uma forma geral. Obviamente, não estamos generalizando aqui mas, o que acontece hoje é reflexo dessa “cultura”.
No Brasil, existe uma clara ideia de separação hierárquica entre contratantes e contratados. Aquele que presta o serviço está em um patamar inferior daquele que contrata. Imagine, por exemplo, um técnico de telefonia ou de ar condicionado que vai até a sua casa. Como clientes, exigimos que o serviço seja bem-feito e que o prestador do serviço seja educado e profissional mas, ao mesmo tempo, quantos de nós oferecem um copo de água, um café, perguntam se o técnico gostaria de usar o banheiro ou se podemos fazer algo para facilitar o trabalho? Pois é, eles são prestadores de serviço tanto quanto nós, e instalar um ar condicionado é, para eles, o que filmar, fotografar, assessorar ou decorar um casamento é para nós.
Culturalmente, parece que, ao contratarmos um serviço, anulamos a pessoa, e estamos ali apenas diante de algum tipo de robô, cuja única função é satisfazer uma determinada necessidade nossa.
Da mesma forma, para alguns noivos (e substitua noivos por qualquer que seja o seu cliente — a relação é a mesma), somos apenas robôs simpáticos (ou não) cuja única função é registrar o casamento. Exatamente como o rapaz do ar condicionado, não passa pela cabeça deles que nós possamos sentir fome, sede, cansaço ou mesmo dor enquanto desempenhamos a nossa função. E não é exatamente uma questão de falta de educação ou de consideração. É apenas algo profundamente enraizado na nossa cultura, do qual, muitas vezes, não nos damos conta. Em uma das nossas primeiras reuniões com um casal, conversando sobre o dia do casamento, a noiva se surpreendeu: “Mas vocês comem no casamento? Ah é, 10 horas é muito tempo pra ficar sem comer nada, né?”
Apesar do caráter “artístico” do nosso trabalho, ele é, quase sempre, associado a um trabalho braçal, que não exige grandes qualificações para ser realizado, ainda que nós saibamos que, para ser um bom profissional da imagem, é necessário muito estudo. Infelizmente, aqui no Brasil, qualquer profissão que não dependa diretamente de títulos universitários é, automaticamente, menosprezada, e isso faz com que, ao sermos fotógrafos, cinegrafistas, garçons, assessores, faxineiros, seguranças, cozinheiros ou qualquer outro tipo de prestadores de serviço em um casamento, estejamos, aos olhos dos outros, em um nível inferior ao dos demais seres humanos presentes no evento.
Por isso, na cabeça da assessora/cerimonialista, os convidados de um casamento luxuoso se sentem constrangidos ao ver esses seres inferiores se servindo da mesma comida que eles, sentando em mesas num mesmo ambiente, utilizando o mesmo tipo de pratos, talheres e guardanapos que eles. Ainda que, provavelmente, a maior parte dos convidados não dê a mínima para o que, quando, onde e de que modo estamos comendo, a “cultura do casamento” determina que a gente deve comer escondido.
Na cabeça do responsável pelo buffet, não somos dignos de comer a mesma comida cara que será servida aos convidados. Por isso, mesmo sendo pagos para nos fornecer a mesma alimentação, eles se negam, e aproveitam para embolsar um dinheirinho extra dos noivos, servindo uma marmitinha, umas coxinhas, um sanduíche de metro ou, simplesmente, nos deixando sem comer, ainda que, com frequência, nós vejamos quilos de comida sendo jogados no lixo ao final da festa. Na cabeça deles, não faz sentido sujar louça conosco. Por isso, nos dão um prato descartável mas, pedem pra gente comer escondido embaixo da escada. Assim, ninguém precisa ficar constrangido por ter pessoas comendo em pratos descartáveis no mesmo ambiente que os convidados. E eu fico imaginando o quanto isso deve ser pior porta adentro. Como devem ser tratados aqueles que ninguém vê, que ficam no backstage do evento? Será que comem? Será que podem tomar água? Será que tem direito a 15 minutos de descanso?
Em países com maior nível educacional, essa ideia de serviçal não existe. Entende-se que todas as funções são vitais para o funcionamento da sociedade, do gari ao médico, e todas elas tem seu valor. Cada cidadão tem seu papel, e as pessoas entendem que, em alguns momentos são clientes e, em outros, são prestadores de serviços. Acima disso, se enxergam como seres humanos desempenhando uma determinada função, realizando um trabalho.
Quando estivemos na Dinamarca, ficamos maravilhados com a forma como as pessoas se relacionam. Fomos até lá para filmar um casamento que aconteceria em um dos hotéis mais chiques da cidade. Chegando lá, mesmo sendo “os filmadores”, o mensageiro do hotel se ofereceu para nos ajudar a carregar o equipamento, ao passo que o noivo, que vinha junto conosco, se recusou a entregar a mala ao mensageiro, dizendo que não havia motivo para que o funcionário carregasse uma única mala tão leve, ainda que ele fosse um hóspede especial. No mesmo casamento, os noivos reservaram lugares colocando plaquinhas com os nossos nomes, e nos colocaram em uma mesa na qual boa parte dos convidados falava português para que, caso não soubéssemos falar inglês, não nos sentíssemos excluídos da conversa no almoço. Ao final, os próprios noivos se ofereceram para nos levar de volta ao nosso hotel.
É essa preocupação com o ser humano que faz toda a diferença nas relações. Aqui, mesmo nos hotéis mais caros do país, é raro um mensageiro que sequer segure a porta para entrarmos. Os manobristas, normalmente, abrem a porta do carro mas, ao nos reconhecerem como “fotógrafos”, viram as costas. As moças do buffet costumam nos servir com a cara fechada. Muitas assessoras torcem o nariz quando fazemos qualquer tipo de pedido, como se fôssemos algum tipo de problema a ser resolvido. Ninguém enxerga o outro como um ser humano que está ali realizando um determinado trabalho, exatamente como ele. Falta empatia de todos os lados. E é daí que vem todas essas situações bizarras que a gente presencia nos casamentos. Estamos todos ali prestando um serviço. E nossos serviços fazem parte de um mesmo evento. Trabalhamos todos para um mesmo fim.

E como eu faço pra não comer embaixo da escada?

No fim das contas, a cultura do serviçal não vai mudar tão cedo. Algumas pessoas vão continuar não querendo que a gente coma a comida dos convidados, algumas assessoras vão continuar não querendo que a gente sente na mesa, alguns noivos vão continuar querendo que a gente coma o pão de metro para eles economizarem o valor do nosso jantar. E, nem sempre vai adiantar apelar para o contrato — que, infelizmente, hoje precisa dizer que os noivos são responsáveis por garantir alimentação (e, se você quiser, a mesma dos convidados). Por mais que exista a cláusula, não dá pra simplesmente chegar na mesa dos noivos e reclamar da comida no meio do casamento. Às vezes, temos que pedir pizza mesmo e fingir que está tudo bem. Mas lembre-se disso quando o buffet pedir aquelas fotinhos/aquele vídeo para divulgação (vingança, muahaha — brincadeira).
De uma forma geral, a assessora é a coordenadora do evento. Em caso de problemas com o buffet, é pra ela que você tem que mostrar o contrato e exigir que se cumpra o combinado. Se ela for o problema, você pode conversar direto com o buffet, mas, às vezes, é melhor deixar pra lá e não criar caso na hora. Com alguns casais, você pode conversar depois e explicar a situação, mas é preciso uma dose de bom senso pra saber como abordar cada caso. É importante relatar porque, como eu disse agora há pouco, tem muito buffet que cobra dos noivos pra servir o nosso jantar mas, simplesmente não serve e embolsa o dinheiro. Nesse caso, é direito do casal receber o dinheiro de volta (e reembolsar o seu jantar) ou mesmo processar o buffet. Se o problema foi a assessora, é bom informá-los para tirá-la da lista de indicações. Se o problema foram os próprios noivos e você tem essa cláusula em contrato, pode cobrar o reembolso da alimentação depois do casamento.
Sobre o local pra comer, a gente começou falando da escada mas, pelo menos pra gente, o lugar não importa muito. Obviamente, no escuro sentados no chão não é a nossa opção preferida mas, não exigimos mesa, até porque tem muito salão que, realmente, não tem espaço para mais uma mesa. O que a gente faz questão é que haja comida, e que seja a mesma servida aos convidados. Pode parecer frescura mas, a verdade é que ficamos traumatizados após comer um arroz e um osso “especialmente preparados para nós” em um dos buffets mais caros de São Paulo e também depois de termos que dividir a duras penas um sanduíche de metro com outras 12 pessoas (pra você que não tem muita noção do que isso significa, dá, aproximadamente, uma fatia e uma mordida pra cada um dos que estavam há horas ali trabalhando). Isso porque a gente come qualquer coisa. Nossos amigos vegetarianos costumam sofrer muito nos casamentos, quando servem só alface ou só três raviólis ou pedem pra eles trazerem uma “comidinha de casa”.
No fim das contas, o que a gente precisa é deixar assegurado de alguma forma os nossos direitos no dia do casamento, e reforçar isso sempre que possível, para que ninguém esqueça. Vale até mandar um lembrete pra assessora na semana do casamento, se for o caso. Se você faz questão de mesa, peça a mesa. Quanto mais a gente se posiciona em relação a isso, mais se torna natural para o buffet, a assessora e os noivos que a gente precisa comer, precisa de um cantinho pra guardar as coisas, precisa tomar água. Quando todo mundo exigir isso, vai se tornar o padrão do mercado.
A segunda coisa e, talvez a mais importante, é que nós precisamos mudar a nossa forma de enxergar os prestadores de serviço. Precisamos tratar o mecânico, o carteiro, o porteiro, a cabeleireira e o motorista de ônibus com o mesmo respeito com que gostamos de ser tratados quando estamos trabalhando. Essa mudança de mentalidade partindo de nós vai se refletir no tratamento que vamos receber no futuro. Como prestadores de serviço que se sentem desrespeitados, é nossa função liderar essa mudança. Somos todos iguais, e o fato de estarmos ali prestando um serviço não nos diminui nem por um segundo sequer, assim como também não diminui nenhum prestador de serviço de nenhuma área.
E como a gente mesmo percebe, quando somos bem tratados, trabalhamos muito mais felizes e damos o melhor de nós para os clientes. Quando tratamos bem aqueles que prestam um serviço para nós, eles trabalham muito mais felizes e dão o melhor de si para nós. Assim, a qualidade dos serviços prestados só tem a melhorar e nós só temos muito mais respeito a ganhar.
Vamos praticar?