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segunda-feira, 20 de maio de 2013

A fé pode curar


Leticia Maciel


A ciência comprova que a espiritualidade pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e diabetes. Atenua também os sintomas de enfermidades como AIDS e câncer, além de melhorar a qualidade de vida e diminuir a violência

Texto: Samantha Cerquentani/ Fotos: Divulgação/ Adaptação: Letícia Maciel
A fé atua em diversas áreas cerebrais, principalmente no sistema límbico, que é responsável
pelas emorções.Foto: Divulgação.
Existem muitas histórias de pessoas que diagnosticaram doenças e através da fé, ou crença em alguma religião que ajudou em alguma forma no tratamento: fazendo com que o paciente fique tranqüilo durante os procedimentos médicos, a aceitação de tratamentos mais delicados, recuperação em pós-operatórios, chegando até a cura total da enfermidade.
Esses exemplos e outras histórias que ouvimos são muito comuns na rotina dos hospitais de todo o mundo. Porém estão longe de ser crendice popular ou misticismo. A ciência comprovou que a fé pode curar. Nesse contexto é importante destacar que a espiritualidade e a religião são fatores diferentes. Para Niura Pandula, neuropediatra e pesquisadora da Universidade Paulista de São Paulo. (Unesp), a religião é uma somatória de dogmas e ritos preconizados por um determinado grupo. “Já a fé é a conexão com algo mais profundo, não precisa necessariamente estar ligada a nenhuma religião, mas sim com o exercício de ética, da moral, da caridade e da solidariedade”, explica.

Espiritualidade e cura

O pesquisador e médico Francisco Habermann (Unesp-Botucatu), também afirma que o conceito de espiritualidade está ligado ao conhecimento da alma humana. “A espiritualidade independe de qualquer formalidade e ultrapassa o de religião”, complementa. A ligação entre espiritualidade e saúde é conhecida desde o início das culturas mais antigas. Mas, desde que a ciência começou provar as origens das doenças “físicas”, foi feita a divisão: religião cuida do espírito e ciência, do corpo.“Agora se sabe que além do corpo também temos o lado espiritual, e podemos unir ambos e chegarmos à espiritualização da medicina. Assim podemos fazer melhores diagnósticos e aprimorar os processos de cura”, diz o especialista Niura. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a espiritualidade como um fator que não deve ser desprezado, porque pode gerar equilíbrio e declara que, quando ela é bem empregada, o resultado observado é um reflexo positivo na saúde psíquica, social e biológica, tal como o bem-estar do indivíduo.
E foi comprovado cientificamente que pessoas espiritualizadas podem diminuir o risco de alguns tipos dedoenças como as cardiovasculares, o diabetesacidentes vasculares cerebrais (AVC), infartos einsuficiência renal. Além de amenizar os sintomas de doenças crônicas como AIDS e câncer. Ao adquirir o autoconhecimento e a aceitação proporcionados pela fé, o indivíduo consegue mudar seus hábitos, como melhorar a alimentação, praticar atividade física, ter um sono reparador e manter o equilíbrio nos pensamentos e atitudes. A espiritualidade também ajuda a combater a depressão, já que atenua os sentimentos de amarguraraivaestresse e mesmo ressentimentos. “A fé atua em diversas áreas cerebrais, principalmente no sistema límbico, que é responsável pelas emoções. Ela ainda reforça o sistema imunológico, prevenindo diversas doenças”, afi rma Ricardo Monezzi, pesquisador e psicobiólogo do Institutode Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ele explica que os indivíduos espiritualizados, independentemente da religião, demonstram ser menos violentos, pois pensam no próximo, são altruístas e muitas vezes demonstram ser mais solidários. Além disso, pessoas espiritualizadas cometem menos suicídio, ficam menos tempo internadas nos hospitais e geralmente têm mais qualidade de vida. “Elas acreditam que a vida tem um objetivo e aceitam as adversidades com mais clareza e não se sentem desamparadas nos momentos difíceis”, relata o pesquisador Monezi.

Novo paradigma

Como tem reagido a medicina convencional diante dessa nova realidade? De acordo com Paulo de Tarso Lima, coordenador do Setor de Medicina Integrativa e Complementar do Programa Integrado de Oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e autor do livro Medicina Integrativa – a cura pelo equilíbrio (MG editores), os profissionais da saúde entenderam que o ser humano precisa cuidar do corpomente eespírito. E atualmente,em algumas escolas de medicina, os alunos já possuem matérias sobre a importância da espiritualidade no processo de cura. “Há um movimento global na área da saúde que identifica as necessidades dos pacientes e visa respeitar as decisões de cada um, independentemente das crenças ou valores”, afirma. Para que isso ocorra, a conversa entre paciente e médico é fundamental.
Com o diálogo, o profissional saberá no que a pessoa acredita e poderá informar que há bases científicas que comprovem que a espiritualidade auxilia no processo de cura. O médico deverá abordar o paciente de forma humana, entender e explicar o que há por trás das doenças e discutir como ele vê a doença e a cura. “Os médicos precisam respeitar seus pacientes. Escutá-los com atenção e indicar tratamentos que possam ajudar nesse processo”, explica Lima . A prática médica tem mostrado aos profissionais da saúde — convencionais ou não — a  importância da fé como coadjuvante da cura dos males orgânicos. Além de curar, cultivar a fé muda os hábitos, torna os indivíduos mais saudáveis, atenua sintomas de doenças, pode levar à cura e traz um sentido na vida de cada um. Crer é preciso.

Cultivando a espiritualidade

Que crer é importante é um fato, mas como fortalecer a fé? Para cultivar a espiritualidade é preciso acreditar na vida, ser positivo e crer que há uma razão para os acontecimentos. Para Ricardo Monezzi, pesquisador e psicobiólogo do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é importante acreditar no próprio potencial e em dias melhores. “A fé é algo profundo, um sentimento que transcende o corpo, por isso é necessário confiar em uma força superior. É um processo individual, e cada um precisa descobrir como cultivar esse sentimento”, diz. Confira algumas dicas para aumentar a fé:
  • Converse com pessoas espiritualizadas e busque conselhos.
  • Conviva com o próximo, tentando sempre se colocar em seu lugar nas adversidades (seja altruísta e solidário).
  • A meditação é um exercício cerebral que foca o pensamento e traz conforto e tranquilidade, além de melhorar a memória.
  • Pratique técnicas de respiração: a maneira como respiramos pode afetar como pensamos e também como agimos.
  • Conheça as terapias orientais que buscam estabelecer o equilíbrio da energia. Ioga é uma ótima opção.
  • Concentre-se no dia de hoje. O amanhã é incerto e o passado não retorna. Pense que você só tem o dia de hoje para viver.
  • Procure uma religião que combine com o que você acredita.
  • Se mesmo assim tiver dificuldades, procure ajuda de um terapeuta. Com a terapia, você poderá encontrar algumas respostas e se reestruturar em momentos difíceis

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pseudo Amigos

Sinto falta dos amigos que não tive. Na verdade, são pessoas que eu criei, personifiquei. Dei a eles importância que não mereciam, qualidades que não tinham. Amizades que cessaram assim como os interesses.
Culpa deles? Não! Minha!
Não quis ver além das famosas máscaras que eu ajudei a dar forma.
Saudades deles? Não! Minha!
Hoje sem a minha máscara, vejo o mundo sem a miopia que me ofuscavam a vista. Sinto falta dos amigos, poucos, que nada queriam em troca de umas horas rindo das minhas piadas sem graça.
Hoje eu tenho tempo pra me lamentar, mas os meus anjos amigos não tem mais tempo para mim.  Já têm outros amigos... Mais amigos do que eu.
Ah se meu pseudos amigos fossem reais...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Pica-Pau (Woody Woodpecker, EUA/Cor/1966)


Por Ednilson Xavier

Ficha-Técnica
Título: O Pica-Pau (Woody Woodpecker, EUA/Cor/1966)
Criação: Walter Lantz
Dublagem: AIC-SP e BKS-SP
Nº de episódios: 195

O Desenho

Com a gargalhada mais original entre todos os personagens dos desenhos animados (ouça aqui), o Pica-Pau surgiu nos anos 40 como figurante de Andy Panda no episódio "Knock Knock". O roteiro foi escrito por Ben "Bugs" Hardaway que, na Warner Bros., co-dirigiu o primeiro desenho do Pernalonga. De fato, o Pica-Pau deve muito de sua personalidade ao cínico coelho da Warner. Sua gargalhada estridente, criada pelo ator Mel Blanc (e mais tarde adaptada por seus sucessores), tornou-se sua marca registrada.

Entre os anos 40 e 50, o Pica-Pau já havia se tornado um grande sucesso. No dia 3 de outubro de 1957 o personagem aparecia pela primeira vez na TV, pela NBC, num show próprio, o "The Woody Woodpecker Show", patrocinado pelos cereais Kellogg´s e produzido pela Universal Studios.

No início, Walter Lantz, seu criador, não imaginava o sucesso que faria o personagem. E foi tanto que o próprio cartunista aparecia na abertura e encerramento do show, interagindo com sua criatura, apresentando os episódios direto de seu escritório, e mostrando como os desenhos eram feitos.

O Pica-Pau tornou-se então sua principal obra, e com ele desenvolveram-se outros personagens que contracenavam com o pássaro: Zeca Urubu, Zé Jacaré, Leôncio (o leão-marinho), entre outros. Também com o Pica Pau, outros personagens estrelaram seus próprios episódios (além do Andy Panda), como Picolino e a Família Urso. Com o passar do tempo, o Pica-Pau mudou de aparência algumas vezes, devido aos vários desenhistas que ajudaram a dar características ao personagem. » Clique aqui para ver sua evolução.

Existe uma lenda sobre a criação do Pica-Pau. Walter Lantz diz que estava em lua-de-mel com sua mulher em Sherwood Lake, California, e a paz do casal era sempre interrompida por um barulhento pica-pau no telhado de seu quarto. O pássaro era tão irritante que Lantz voltou aos estúdios e desenhou um novo personagem inspirado nesse pica-pau. Mas essa é uma lenda, pois a cada vez que Lantz contava essa história, somava mais detalhes. De qualquer maneira, o Pica-Pau foi criado em 1940, e Lantz casou-se em 1941, quase um ano depois!

O personagem alado recebeu duas indicações ao Oscar de Melhor Desenho Animado: "The Dizzy Acrobat", de 1943, e "Musical Moments From Chopin", de 1947. E uma indicação para melhor canção, do episódio "Wet Blanket Policy", de 1948. O último episódio foi "Indian Corn" de 1972, num total de aproximadamente 200 episódios. O Pica-Pau também apareceu no filme "Uma Cilada para Roger Rabbit", em 1988, juntamente com outros ícones dos desenhos animados. E em 1999, o canal Fox Kids apresentou ao público "New Woody Woodpecker", o novo Pica-Pau. Tempos depois, o SBT passou a exibi-lo.

O Pica-Pau foi o mais audacioso e politicamente incorreto personagem de toda história. Numa época em que os desenhos tentavam passar uma mensagem positiva ou educativa, o pássaro quebrou todos os tabus. Os episódios são recheados com alusões ao tabagismo, alcoolismo e sexo. Enquanto outros personagens tentam fazer a coisa certa, o Pica-Pau engana, mente, tripudia, rouba, seduz garotas. Em muitos episódios, procura por comida, mas não importa os meios para isso. Quando quer alguma coisa, nada pode detê-lo. Não tem o menor pudor ou ética, é quase amoral.

O desenho teve problemas com a censura e a imprensa por causa da violência. Sempre envolvido em disputas de prêmios em dinheiro ou mulher, em lutas pela defesa ou recuperação de bens pessoais e caracterizado pela ausência de ambiência social. Em vários episódios, o Pica-Pau aventurava-se pelo mundo - ele não possuía um lar.

Mas talvez por causa de seu comportamento e personalidade, o Pica-Pau nem sempre tinha finais felizes em seus episódios. Em vários deles, nosso herói terminava com um galo na cabeça ecoando sua gargalhada característica num tom melancólico. Isso acontecia principalmente nos primeiros episódios, onde bagunçava tudo e perdia o controle da situação. Por isso recebeu o apelido de "Pica-Pau Maluco". Nos últimos desenhos, o Pica-Pau já estava com sua personalidade original bastante alterada. Mais civilizado, ele tinha agora dois sobrinhos para dar o exemplo.

No Brasil, o personagem já tinha uma legião de fãs quando no final dos anos 70 o apresentador Silvio Santos apostou todas as suas fichas no desenho como uma das atrações de seu dominical infantil "Domingo no Parque". Para apresentar os episódios, as crianças que melhor imitassem a gargalhada do pássaro, ganhavam brinquedos.

O Pica-Pau é sem dúvida um dos maiores clássicos da animação, e talvez tenha sido entre os personagens infantis de nossa televisão, aquele que mais cativou as crianças. Não só pelo seu espírito aventureiro, brincalhão e bagunceiro, mas sobretudo pelo seu carisma, fazendo com que as crianças se identificassem com ele, despertando paixões e, acima de tudo, gerando boas gargalhadas.

Personagens



Pica-Pau           Zeca Urubu     Jacaré

Toquinho e Lasquita   Dooley        Leôncio

Meany Ranheta     Andy Panda Inspetor Willoughby


A Dublagem
A dublagem dos episódios mais antigos de O Pica-Pau, foi realizada pela Arte Industrial Cinematográfica - SP, a AIC-SP. O Pica-Pau teve mais de um dublador, e todos com extrema competência. Infelizmente, ainda não temos dados de quem fez as vozes do personagem nestes episódios. Os personagens que contracenavam com Pica-Pau, foram dublados por:
Borges de Barros - Vozes secundárias e por algumas vezes, Zeca Urubu;
Eleu Salvador - Vozes secundárias como a dos cientistas com sotaque alemão;
Márcia Gomes - Voz de Andy Panda;
Olney Cazarré - Vozes secundárias e o próprio Pica-Pau, em algumas ocasiões;


Ednilson Xavier é colaborador do RetrôTV e
responsável pelo site www.teledramaturgia.com.br.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pica-pau A Origem

Sabe por que o desenho Pica Pau sempre foi mostrado como um “carinha” chato, teimoso, desobediente e insistente?

É que o criador do personagem, o americano Walter Lantz, estava passado férias na praia, quando um Pica Pau irritante passou a noite inteira bicando o telhado do chalé que ele havia alugado, não o deixando dormir.

E ocorreu pior: quando o pássaro foi embora, começou a chover e ele descobriu que o pica pau havia feito várias goteiras no chalé.

Este foi o impulso que Walter teve para criar o Pica Pau.

Isto ocorreu em 1940, época em que Walter já era famoso pelos desenhos do pinguim Chilly Willy e do ursinho Panda.

Walter Lanz resolveu mostrar o Pica Pau para seu chefe na Universal Studios, mas seu superior não gostou do personagem.

Após algum tempo de insistência Pica Pau conseguiu ser inserido como coadjuvante no episódio “O Pica Pau ataca novamente” do desenho de Andy Panda, e após muito sucesso conseguiu seu próprio desenho animado.

Nos anos de 1960 o Pica Pau ganhou seu próprio programa de tv, o Show do Pica Pau, que durou 32 anos e teve 198 episódios.

Em 99 a Universal Studios lançou uma nova série de desenhos animados do Pica Pau, chamado Novo Show do Pica Pau, trazendo novos personagens para o desenho.


Por: Erivan Oliveira