segunda-feira, 22 de agosto de 2016

SÓ OBSERVANDO!























O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.

A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.

O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.

O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.

Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.

E disse a oração que fazia:

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.

'É hora de ir' - disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.

O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.

Teve então, um lindo encontro com Jesus.

Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...

'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não  sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias.

Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.

Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.

A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!

Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:

- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!

Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:

- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:

'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias.

Agora sou eu quem o está observando... E cuidando!'.

Jesus disse: 'Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.'

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Ao lado de Bubka, Braz consola francês vaiado no pódio; Bach critica torcedores

MARCEL RIZZO
ENVIADO ESPECIAL AO RIO16/08/2016 23h28
Fonte: www.folha.uol.com.br


O presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), o alemão Thomas Bach, detonou a torcida que esteve no Engenhão na noite desta terça (16) e vaiou muito o francês Renaud Lavillenie, 29, na entrega das medalhas do salto com varas. O brasileiro Thiago Braz, 22, foi medalhista de ouro, em prova disputada na segunda (15).

Thiago Braz consola Lavillenie após ele ser vaiado e chorar muito no pódio. Sergei Bubka na foto.
Thiago Braz consola Lavillenie após ele ser vaiado e chorar muito no pódio. Sergei Bubka na foto.Divulgação/CO
I
"Comportamento chocante ver o público vaiando Renaud Lavillenie no pódio de medalhas. Inaceitáveis para os Jogos Olímpicos", disse Bach, em declaração divulgada pelo COI por meio de redes sociais.
O francês criticou muito a torcida após a prova de segunda, em que foi vaiado na tentativa de seu último salto, em que falhou na altura de 6.08 m. Para uma TV francesa, chamou o público de "merda" e chegou a se comparar ao americano Jesse Owens, muito vaiado na final dos 100 m rasos na Olimpíada de 1936, em Berlim, na Alemanha, país comandado na época pelo nazismo.

No pódio, já nesta terça, quando teve seu nome anunciado, Lavillenie, atual campeão mundial e recordista do mundo com 6.16 m, foi muito vaiado. Quando tocava o Hino Nacional Brasileiro, ele chorou muito.

O COI divulgou uma foto, também por meio de rede social, em que Thiago Braz consola o francês depois da entrega das medalhas. Com eles na imagem aparece o ucraniano Sergei Bubka, o maior atleta de salto com vara da história, seis vezes campeão do mundo, ouro em Seul-88 e que bateu 35 vezes o recorde mundial.

"Conversei com ele um pouco depois do pódio. Pedi para que as pessoas o aplaudissem porque, querendo ou não, ele é um espelho para mim. Se ele não tivesse feito 5,98m, eu não teria passado para 6,03m. Foi um empurrando o outro", explicou Thiago Braz à TV Record, depois de receber a medalha.

Enquanto as provas desta terça aconteciam, o alto-falante do Engenhão pediu para que os torcedores respeitassem os competidores, e que este era uma orientação do COI e da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo).

As redes sociais de Lavellenie foram também alvo de torcedores brasileiros nesta terça. Ele postou uma foto, um selfie na pista do Engenhão feito após a derrota, e escreveu que fez o que pôde pela medalha, mas que a atitude da torcida de vaiá-lo era decepcionante e que não fazia parte do espírito olímpico.

Nos comentários, muitos xingamentos dos brasileiros.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

5 feridas da infância que continuam a nos machucar na fase adulta






Muitas correntes da psicologia afirmam que o que acontece com a gente na infância vai determinar grande parte do que seremos quando adultos. Nosso emocional e principalmente a maneira com que nos relacionamos com outras pessoas estão bastante ligados à forma como vivemos quando éramos crianças.

Da mesma forma, nossos filhos assimilam enquanto são pequenos quase tudo o que vai determinar como eles vão reagir a muitas situações depois que crescerem, principalmente as adversidades e frustrações. Lise Bourbeau, autora canadense especialista em comportamento humano, listou 5 feridas emocionais que acontecem na infância e são mais determinantes nas dificuldades de relacionamentos que os adultos podem apresentar ao longo da vida. Claro, nada disso é uma regra, mas reflexões que podemos fazer diariamente. Veja quais são:


1) O medo de ser abandonado

As crianças têm muito medo da ausência dos pais, o que, para ela, caracteriza o abandono. No início da vida, nossos filhos ainda não conseguem separar a fantasia da realidade e não têm ainda noção de tempo, por isso algumas ausências podem significar para a criança abandono absoluto. Conforme a criança vai crescendo, ela vai lidando com isso de forma mais tranquila e percebendo que a presença dos pais não é possível o tempo todo, mas que eles sempre voltam ao seu encontro. Crianças que têm experiências com negligência na infância podem ter pela vida toda medo da solidão e da rejeição toda vez que não estiver perto fisicamente das pessoas que ama. Acontece que, muitas vezes, a solidão é necessária para entendermos quem somos e nem sempre as pessoas que amamos estão perto fisicamente de nós. Saber lidar com esse sentimento é importante para a vida adulta.


2) O medo de ser rejeitado

Uma das feridas mais profundas deixadas pela infância é a sensação da criança de não ter sido amada ou acolhida pelos pais ou mesmo pelos amigos na escola. Como as crianças começam a formar sua identidade a partir da maneira como são tratadas, elas podem se convencer de que não merecem afeto e passam a não se valorizar. E como já diz o provérbio: para sermos amados, primeiro precisamos nos amar.


3) A humilhação

Ninguém gosta de ser criticado. Mas a forma como as críticas são feitas muda tudo. As crianças querem que os pais as amem e que se sintam orgulhosos dela, por isso nada mais destrutivo do que chamar seu filho de estúpido, burro, fraco ou qualquer outro termo depreciativo. Quando nossos filhos cometem um erro, sentar, conversar e tentar corrigir é necessário, muitas vezes com firmeza. Mas dizer coisas para humilhar a criança vai transformá-la em um adulto dependente ou um adulto que precisa humilhar as outras pessoas para se sentir bem.


4) Falta de confiança

Nós costumamos fazer promessas para nossos filhos algumas vezes sem nos dar conta do quanto isso é sério para as crianças. Promessas não cumpridas geram um sentimento de desconfiança permanente que vai ser levado para outros relacionamentos, até mesmo os amorosos. Além disso, crianças que não conseguem confiar nos pais podem se transformar em adultos controladores. Como nem tudo na vida pode ser controlado, a pessoa pode se sentir nervosa e irritada em situações do dia a dia que poderiam ser facilmente resolvidas.


5) Injustiça

Quando alguém comete uma injustiça com a gente, os sentimentos de impotência, raiva e indignação são quase inevitáveis. As crianças sentem isso principalmente quando os pais são autoritários e frios e exigem mais do que a criança consegue dar naquele momento. Isso pode criar um sentimento de impotência e inutilidade que vai permanecer por toda a vida. Além disso, a crianças pode se tornar um adulto perfeccionista ao extremo e autoritário.

Traduzido e adaptado do site:La Mente és Maravillosa
(Fonte: http://www.paisefilhos.com.br)